FUNCIONÁRIOS DA CHESF ENTRAM EM GREVE AMANHÃ

Nove mil funcionários da CHESF (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), de um total de 12 mil, entrarão em greve amanhã, por tempo indeterminado. A decisão foi tomada ontem, em assembléia, realizada no Recife (PE). Somente os três mil trabalhadores do setor de manutenção não participarão da paralisação. Eles reivindicam reajuste salarial de 150,95%, garantia de emprego e não privatização de empresas do setor (GM).

CSN ADIA CORTES EM CRICIÚMA

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) estendeu por mais um mês, a partir de hoje, o período de licença remunerada concedida aos mais de 1,3 mil mineiros que inicialmente haviam recebido avisos prévios de demissão da sua unidade carbonífera instalada no Município de Criciúma (SC). A CSN não dispõe dos cerca de Cr$550 milhões que necessitaria para indenizar os mineiros se fosse demiti-los (GM).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociaram ontem o dólar norte-americano para importação e exportação entre Cr$55,10 e Cr$55,30. No mercado paralelo, o dólar teve o preço de Cr$87,00 para compra e Cr$89,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$86,00 e Cr$88,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$83,00 para compra e Cr$87,00 para venda em São Paulo e Cr$80,00 e Cr$88,00 no Rio de Janeiro (GM).

AGRICULTORES OCUPAM PRÉDIO DO INCRA NO PIAUÍ

O prédio do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Teresina (PI) foi ocupado ontem por 103 agricultores. Eles reivindicam a desapropriação de 16.921 hectares ocupados por 1.790 posseiros em quatro municípios do estado (FSP).

FUNCIONÁRIOS DO JUDICIÁRIO MANTÉM A GREVE EM SÃO PAULO

Os funcionários do Poder Judiciário do Estado de São Paulo decidiram ontem, em assembléia, manter a greve que paralisa os fóruns do estado há 30 dias. Os plantões judiciários voltaram a funcionar a pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Os servidores querem receber até 180% de aumento, conforme projeto enviado em março e até hoje não votado pelo Legislativo (FSP).

EMFA JÁ PREVÊ REFORMA PARA O MILITAR COM AIDS

O Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA) regulamentou ontem a inclusão da AIDS entre as doenças que permitem a reforma de militares com pagamento integral dos salários. A AIDS é a 13a. doença grave prescrita em lei. Em setembro de 1988, o então presidente José Sarney assinou a lei no. 7.670, que concede a antecipação de aposentadoria aos trabalhadores aidéticos (FSP).

AMBIENTALISTAS ENVIAM DOCUMENTO A FERNANDO COLLOR DE MELLO

Representantes das 20 maiores entidades ambientalistas do país enviaram ontem ao presidente Fernando Collor um documento pedindo medidas urgentes para a preservação do meio ambiente no Brasil. Segundo a presidenta da Fundação Pró-Natureza (Funatura), Maria Tereza Jorge Pádua, o presidente assumiu o governo há 80 dias e não tomou providências para impedir a destruição do meio ambiente.

CARLA HILLS QUER OBTER RESPEITO ÀS PATENTES

A prioridade da representante comercial dos EUA, Carla Hills, em visita ao Brasil, é obter do governo brasileiro o respeito às patentes internacionais de produtos farmacêuticos e discutir a inclusão das exportações de serviços nos acordos internacionais de comércio. Hills discutiu ontem o assunto com o ministro das Relações Exteriores, Francisco Rezek, e hoje se encontrará com a ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello (FSP).

BID DEVERÁ EMPRESTAR AO BRASIL US$1 BILHÃO

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) deverá emprestar ao Brasil este ano US$1 bilhão, sendo que de US$300 milhões a US$500 milhões serão destinados a financiar o programa social de emergência do governo federal. A afirmação foi feita ontem pelo presidente do BID, Enrique Iglesias, durante palestra na sede do BANESPA, em São Paulo.

ZÉLIA ADMITE A EXISTÊNCIA DE PERDAS SALARIAIS

A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, admitiu ontem a existência de perdas salariais em decorrência do Plano Collor, segundo sindicalistas que participaram de reunião no Ministério da Justiça com a ministra e líderes empresariais. Zélia propôs a criação de uma comissão tripartite para discutir a reposição dessas perdas, a livre negociação salarial, demissões e uma nova regra salarial. As lideranças empresariais e sindicais se comprometeram a levar a proposta às entidades e dar uma resposta.

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