Enviado por admin em dom, 29/07/1990 - 00:00
Os motoristas e cobradores de ônibus de Campinas (SP) decidiram ontem, em assembléia, voltar ao trabalho a partir de hoje, encerrando a greve iniciada no último dia 25. Eles decidiram retormar a paralisação a partir do dia 31, caso as empresas não apresentem nova proposta. A categoria reivindica 59% de reajuste para motoristas e 37,33% para cobradores. O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) julgou a greve ilegal e determinou o pagamento de uma antecipação de 52,46% escalonada de julho a outubro (FSP).
Enviado por admin em dom, 29/07/1990 - 00:00
Os governos estaduais gastam Cr$2,6 bilhões mensais (Cr$31,2 bilhões por ano) para sustentar os cerca de 100 mil presos do país. Nas penitenciárias, cada preso consome, em média, Cr$26,1 mil por mês. Esse valor triplica em regiões mais distantes do país. Em Rondônia, por exemplo, a média per capita atinge Cr$88.579,96. "Esse alto custo é resultado da corrupção e da má administração", afirma Carlos Eduardo Araújo Lima, secretário dos Direitos da Cidadania e Justiça, do Ministério da Justiça.
Enviado por admin em dom, 29/07/1990 - 00:00
O presidente Fernando Collor afirmou ontem, no Rio de Janeiro, em palestra na ESG (Escola Superior de Guerra), que seu governo dará "precedência" ao crescimento econômico e ao saneamento da economia sobre o pagamento da dívida externa. Collor disse que o tratamento que seu governo vem dando à questão da dívida externa é a "prova mais clara" de que não está disposto a "trilhar caminhos não traçados" previamente. Reconheceu que "em certo sentido" estão corretas as críticas de que seu governo "até hoje não tratou da questão da dívida externa".
Enviado por admin em dom, 29/07/1990 - 00:00
O governo federal está estudando formas de liberar gradualmente os preços públicos, afirmou o secretário nacional de Economia, João Maia. Ele disse que a equipe econômica quer definir "regras de reajustes claras, simples e transparentes" que permitam dar às empresas estatais autonomia para fixar os seus preços (FSP).
Enviado por admin em dom, 29/07/1990 - 00:00
O candidato do PSDB ao governo do Rio de Janeiro, Ronaldo Cézar Coelho, disse ontem que pediu à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que intermedie as negociações entre o Ministério da Infra-estrutura e o Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda (RJ) para por fim à greve na CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). Ronaldo Cézar disse que já manteve um encontro com o presidente da CNBB, dom Luciano Mendes de Almeida, para discutir o assunto.
Enviado por admin em dom, 29/07/1990 - 00:00
O vice-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas da Previdência Social no Rio de Janeiro, Roberto Pires, classificou ontem de maquiavélica e "covarde" a decisão do governo federal de não estender à categoria o benefício do abono salarial de Cr$3 mil concedido aos trabalhadores que ganham até Cr$23 mil. Para ele, "a medida é maquiavélica porque, na realidade, inicia o processo de desvinculação dos proventos de sua antiga base de cálculo para reajuste: o salário- mínimo".
Enviado por admin em sab, 28/07/1990 - 00:00
Os lixeiros do Recife (PE) voltaram ao trabalho ontem, depois de ficar nove dias em greve. Eles aceitaram a proposta da prefeitura de 19,79% de reposição salarial e aumento real de 23% (O ESP).
Enviado por admin em sab, 28/07/1990 - 00:00
Os trabalhadores nas indústrias gráficas de São Paulo resolveram ontem aceitar uma nova proposta de reajuste salarial e suspender a greve iniciada no último dia 24. O acordo prevê 35% de reajuste sobre os salários de março, pagos ainda este mês, e mais 10% em agosto, o que totaliza aumento de 48,5% sobre os salários de março. O pagamento ou não dos dias parados ainda está em discussão (O ESP).
Enviado por admin em sab, 28/07/1990 - 00:00
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco (SP), Cláudio Camargo, considerou o abono salarial de Cr$3 mil "mais uma piada do governo". "Há perdas grandes nos salários e elas precisam ser repostas". Não adianta tampar o sol com a peneira, disse. O presidente da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), Francisco Canindé Pegado, disse que o abono "não significa nada": "O fato de o trabalhador recebê-lo não pode significar a renúncia à luta por uma política salarial efetiva". A CUT (Central Única dos Trabalhadores) ainda não avaliou o abono.
Enviado por admin em sab, 28/07/1990 - 00:00
O presidente Fernando Collor encaminhou ontem ao Congresso Nacional a revisão do Orçamento Geral da União para 1990. O governo pede a autorização para abertura de créditos que somam Cr$2,5 trilhões. Através de remanejamento de dotações orçamentárias ainda não divulgadas, o governo pretende assegurar a meta de superávit de 1,65% do PIB (Produto Interno Bruto) na execução de suas contas nos próximos seis meses. A reestimativa de receita registra um excesso de arrecadação de Cr$1,18 trilhão (GM).
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