CRESCEM AS ENCOMENDAS ÀS INDÚSTRIAS

Os empresários começaram 1993 otimistas. A indústria vem recebendo encomendas até 20% superiores ao mesmo período do ano passado, o que permite cancelar férias coletivas e reduções na jornada de trabalho de seus funcionários. Fabricantes de roupas, brinquedos, materiais plásticos e produtores de alimentos acreditam que essa alta está diretamente ligada ao fim da crise política, que durante meses paralisou a economia do país (O Globo).

GOVERNO PAULISTA ABRIRÁ O CAPITAL DE TRÊS ESTATAIS

Como primeiro passo para a privatização, o governo de São Paulo vai abrir, dentro de dois meses, o capital de três estatais: a SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), a ELETROPAULO (Eletricidade de São Paulo) e a COMGÁS (Companhia de Gás de São Paulo). De início, a negociação das ações em bolsas de valores deverá atingir 10% do capital de cada uma, mas em dois anos o governo paulista espera entregá-las à iniciativa privada (O Globo).

ITAMAR VAI DEBATER AÇÃO DO EXÉRCITO NA ÁREA SOCIAL

O presidente Itamar Franco marcou para o próximo dia 29 uma reunião com o alto comando do Exército, na qual debaterá a participação de soldados e oficiais em programas de combate à miséria no interior do país. Itamar considerou interessante a proposta do Exército, sobre a participação dos pelotões em construção de casas e estradas, campanhas de vacinação e apoio à educação (O Globo).

ABORTOS ILEGAIS CHEGAM A SEIS MILHÕES POR ANO

O aborto no Brasil só é legal em casos de risco de vida da mãe, estupro ou incesto. Assim mesmo, as estimativas dão conta de que anualmente seis milhões de abortos ilegais são praticados no país. Segundo pesquisa do IBGE, o número de interrupções da gravidez é maior entre mulheres do Sudeste (16,4%) do que entre as do Nordeste (14,4%). Essas duas regiões respondiam por 75% das mulheres grávidas em todo o país em 1989, quando foi realizada a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN) do IBGE.

PC MANTÉM SÓ UMA DAS 12 EMPRESAS QUE LUCRARAM COM COLLOR

Gerado e multiplicado durante a ascensão de Fernando Collor, o império do empresário Paulo César Farias, o PC, ruiu junto com o mandato de seu amigo na Presidência. Em apenas 13 anos Collor foi prefeito de Maceió (AL), deputado federal, governador de Alagoas e presidente, renunciando para evitar o impedimento. Empresário medíocre, concordatário em 1983, punido pelo Banco Central, réu em mais de uma dezena de processos judiciais, PC viu suas empresas florescerem na era Collor, para desativá- las no bojo do escândalo que derrubou o governo.

PREFEITURA DE SP GASTARÁ Cr$110 BILHÕES EM REFORMA DA CÂMARA

A prefeitura de São Paulo, sob administração Paulo Maluf (PDS), transformou a ampliação de gabinetes na Câmara Municipal na reforma de quase todo o prédio. As obras que ficariam prontas em um mês agora vão durar uma ano e custar Cr$110 bilhões (O ESP).

GOVERNO QUER DISCUTIR PATENTES NA CÂMARA

O governo federal pretende modificar o Projeto de Lei no. 824-91-- a chamada lei das patentes--, que disciplina a propriedadee industrial, sem retirá-la da Câmara dos Deputados. Com esta iniciativa, o ministro da Ciência e Tecnologia, Israel Vargas, espera que o presidente Itamar Franco consiga superar as divergências que impedem há quase dois anos que os vários setores interessados na lei cheguem a um entendimento.

TOYOTA QUER LANÇAR CARRO POPULAR

A Toyota do Brasil está estudando um modelo de carro popular para o país, de baixo custo e boa qualidade. "Estamos avaliando se convém trazer o carro ou fabricá-lo aqui", revelou o presidente da empresa, Shinji Tomie. O projeto deve seguir a linha do desenvolvido na Indonésia, Taiwan e África do Sul, chamado multiuso, com lugar para passageiros e carga. Nesses países, os modelos são um tipo de minicabine dupla. A Toyota planeja este ano quintuplicar a importação de modelos de luxo.

PARTIDOS PRESSIONAM ITAMAR PELO SEGUNDO ESCALÃO

A disputa por cargos de segundo escalão no governo, que devem ser preenchidos no final do mês, está levando uma romaria de irritados políticos ao gabinete do ministro-chefe da Casa Civil, Henrique Hargreaves. "Estou atrás de um milagre", desabafou o ministro, que passa os dias administrando pedidos e reclamações dos partidos. A saída do ex- presidente Fernando Collor não afastou de cargos importantes seus afilhados do PFL, PDS, PTB e PRN. O PMDB reclama participação e faz ameaças.

MONARQUISTAS QUEREM ADIAR O PLEBISCITO

O Conselho Nacional Pró-Brasil Monárquico, entidade ligada a d. Luiz de Orleans e Bragança-- membro da TFP (Tradição, Família e Propriedade)-- promoveu no final de semana um encontro nacional de lideranças monárquicas, em São Bernardo do Campo (SP). Segundo d. Luiz, os monarquistas irão se empenhar no adiamento do plebiscito para sete de setembro (data inicialmente prevista na Constituição): "A República impôs o silência à Monarquia dirante 99 anos.

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