Gerado e multiplicado durante a ascensão de Fernando Collor, o império do empresário Paulo César Farias, o PC, ruiu junto com o mandato de seu amigo na Presidência. Em apenas 13 anos Collor foi prefeito de Maceió (AL), deputado federal, governador de Alagoas e presidente, renunciando para evitar o impedimento. Empresário medíocre, concordatário em 1983, punido pelo Banco Central, réu em mais de uma dezena de processos judiciais, PC viu suas empresas florescerem na era Collor, para desativá- las no bojo do escândalo que derrubou o governo. Das 12 empresas que pertenceram a PC no período, só uma funciona normalmente, a Tratoral Tratores de Alagoas, sediada em Maceió. Mas até ela teve seus lucros reduzidos em 1992-- US$60 mil, contra os US$346 mil de 1989 (O ESP).