MONARQUISTAS QUEREM ADIAR O PLEBISCITO

O Conselho Nacional Pró-Brasil Monárquico, entidade ligada a d. Luiz de Orleans e Bragança-- membro da TFP (Tradição, Família e Propriedade)-- promoveu no final de semana um encontro nacional de lideranças monárquicas, em São Bernardo do Campo (SP). Segundo d. Luiz, os monarquistas irão se empenhar no adiamento do plebiscito para sete de setembro (data inicialmente prevista na Constituição): "A República impôs o silência à Monarquia dirante 99 anos. A antecipação da data do plebiscito foi um outro golpe para dificultar a divulgação das nossas idéias", disse ele. Outro ponto que ele considera fundamental é a adoção de um novo modelo de cédula para a votação. Ele afirmou que a cédula atualmente em discussão no Congresso Nacional privilegia o sistema parlamentarista e não esclarece o eleitor sobre a existência, também da votação sobre a forma de governo. Segundo d. Luiz, para obter as mudanças, os monarquistas irão atuar junto ao Congresso e, se preciso, apelarão à Justiça. Os monarquistas também pretendem intensificar a companha colocando os conselhos, associações, círculos e juventudes monárquicas para fazer panfletagem nas principais cidades do país. Segundo d. Luiz, existem 150 mil monarquistas no Brasil. Durante o encontro em São Bernardo do Campo, o presidente vitalício da TFP, Plínio Corrêa de Oliveira, de 84 anos, anunciou a adesão da entidade ao movimento monárquico. Plínio Corrêa exaltou "os bons frutos" colhidos durante o Império e criticou o "catastrófico" regime republicano (FSP) (JB).