Enviado por admin em qui, 17/05/1990 - 00:00
O diretor do Departamento de Cooperação Sindical da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Roberto Della Manna, afirmou ontem que o fim dos reajustes automáticos para salários pode dificultar as negociações entre empresários e trabalhadores devido à "falta de parâmetros". O presidente da FECESP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), Abram Szajman, disse que o governo está "lavando as mãos em um momento em que as empresas e os trabalhadores estão enfrentando dificuldades".
Enviado por admin em qui, 17/05/1990 - 00:00
O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, disse ontem, em São Paulo, que a central está discutindo a realização de uma greve geral no país. Segundo ele, o risco de demissões e redução de jornada e salários aliado à queda da credibilidade do Plano Collor está fazendo com que os trabalhadores reajam. "Há um clima para se discutir uma greve geral hoje", disse. O presidente da CUT considerou um "absurdo" o governo não definir a prefixação de salários e estabelecer a "livre negociação".
Enviado por admin em qui, 17/05/1990 - 00:00
O governo não vai mais prefixar os reajustes mínimos para salários e preços-- com exceção dos preços controlados-- nem anunciar a expectativa de inflação de cada mês. A decisão foi anunciada ontem pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Antônio Kandir, destacando que os aumentos salariais deverão ser obtidos através da livre negociação entre patrões e empregados. Através da portaria no.
Enviado por admin em qui, 17/05/1990 - 00:00
A Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados aprovou ontem o plano de benefícios da Previdência Social e o custeio da Seguridade-- que inclui a Saúde e a Assistência Social. O projeto desvincula os valores das aposentadorias e pensões dos reajustes do salário-mínimo. Para substituir a indexação dos benefícios previdenciários ao salário- mínimo, o texto determina que o governo envie ao Congresso Nacional um projeto ou medida provisória propondo um índice oficial para reajustar as pensões e aposentadorias.
Enviado por admin em qui, 17/05/1990 - 00:00
A reforma agrária do governo Collor vai começar pelo norte do Tocantins, sudoeste do Maranhão e sul do Pará, na conflitada região do Bico do Papagaio, marcada pela forte influência da ala "esquerda" da Igreja Católica e da CPT (Comissão Pastoral da Terra). O ministro da Agricultura e Reforma Agrária, Antônio Cabrera, determinou aos técnicos do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) que verifiquem In loco" a situação da área conhecida como Boca do Cardoso, no Tocantins, para constatar se ela é cultivável.
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O presidente Fernando Collor lançou ontem o Plano de Ação Imediata para Habitação, com recursos de Cr$77 bilhões, provenientes do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), para construção de 200 mil casas populares, em 180 dias. De 27 a 40 metros quadrados de área construída, as casas custarão até Cr$383,8 mil, financiados em até 25 anos, com juros de 3% ao ano, acrescidos de correção monetária. Só terão acesso ao financiamento os trabalhadores que ganharem até cinco salários- mínimos.
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Os funcionários do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG) entraram em greve ontem por tempo indeterminado. Os 5,2 mil servidores do IPSEMG, autarquia diretamente subordinada ao governo de Minas, reivindicam melhores condições de trabalho e a fixação de pisos salariais em cinco faixas diferentes, variando de Cr$19 mil a Cr$57 mil (JB).
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O presidente Fernando Collor estará em Balbina (AM) no dia 28 de junho próximo para inaugurar a Universidade do Trópico Úmido. A instituição, que será, juridicamente, uma fundação privada, vai funcionar como uma agência de apoio a estudos e pesquisas sobre os recursos naturais da Floresta Amazônica e contará com recursos de entidades nacionais e internacionais (JB).
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O presidente do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Mário Luiz Pegoraro, que ocupava o cargo desde o governo Sarney, foi exonerado ontem pelo presidente Fernando Collor. Pegoraro é acusado de várias irregularidades-- entre elas ter vendido a familiares, por preços irrisórios, terras em Rondônia destinadas à reforma agrária. Collor recomendou que todas as denúncias contra o INCRA sejam apuradas com rigor. A presidência do INCRA será ocupada, interinamente, pelo funcionário de carreira José Reinaldo Vieira da Silva.
Enviado por admin em qui, 17/05/1990 - 00:00
Os metroviários do Rio de Janeiro decidiram ontem, em assembléia, suspender a greve até o próximo dia 21. Eles querem o pagamento da antecipação salarial até amanhã, aprovação das cláusulas sociais já acordadas verbalmente e o não desconto dos dias parados. Dia 21 eles realizam nova assembléia para decidir os rumos do movimento (JB).
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