O presidente Fernando Collor lançou ontem o Plano de Ação Imediata para Habitação, com recursos de Cr$77 bilhões, provenientes do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), para construção de 200 mil casas populares, em 180 dias. De 27 a 40 metros quadrados de área construída, as casas custarão até Cr$383,8 mil, financiados em até 25 anos, com juros de 3% ao ano, acrescidos de correção monetária. Só terão acesso ao financiamento os trabalhadores que ganharem até cinco salários- mínimos. O Estado de São Paulo financiará o maior número de casas: 51.960, seguido do Rio de Janeiro com 23.560, e Minas Gerais, com 18.580. Alagoas receberá 2.240 casas. O plano de habitação popular representa a primeira parte do "vigoroso pacote social" que o governo prometeu, com ações estendidas a áreas de educação, saúde, saneamento e atendimento ao menor carente, entre outros. A ministra da Ação Social, Margarida Procópio, em entrevista à imprensa, disse desconhecer o conjunto de medidas do plano social do governo, a ser anunciado pelo Planalto. Apesar de o déficit habitacional do país ser de 10 milhões de moradias, o presidente Collor promete construir em seu governo quatro milhões de casas. Para isso, além dos recursos do FGTS, espera contar com empréstimos externos (JB).