EMPRESÁRIOS FALAM SOBRE A LIVRE NEGOCIAÇÃO DE SALÁRIOS

O diretor do Departamento de Cooperação Sindical da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Roberto Della Manna, afirmou ontem que o fim dos reajustes automáticos para salários pode dificultar as negociações entre empresários e trabalhadores devido à "falta de parâmetros". O presidente da FECESP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), Abram Szajman, disse que o governo está "lavando as mãos em um momento em que as empresas e os trabalhadores estão enfrentando dificuldades". Na sua opinião, a livre negociação é Importante", mas um dos lados vai pedir o que o outro não tem condições de dar. Para o presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Romeu Trussardi Filho, o fim da prefixação dos salários foi "um passo importante", mas que, num primeiro momento, pode criar conflitos. O presidente da ABIFA (Associação Brasileira da Indústria de Fundição), Adauto Ponte, considerou um erro o governo liberar salários, instituindo a livre negociação, sem consultar trabalhadores e empresários. Para ele, "com a participação de empresários e trabalhadores, poderia ter sido criado um mecanismo de auto-correção, diminuindo tensões e evitando o confronto (FSP) (O Globo).