COSIPA DARÁ LICENÇA REMUNERADA A 1,6 MIL EMPREGADOS

A direção da COSIPA (Companhia Siderúrgica Paulista) anunciou ontem, em Cubatão (SP), a determinação de conceder licença remunerada para 1,6 mil dos seus 15,6 mil empregados nos próximos dias. A medida prevê a licença de até 15 dias, consecutivos ou não, para os trabalhadores dos cinco turnos e da área administrativa, em grupos escalonados, de acordo com as necessidades da empresa. Os funcionários da COSIPA acataram a decisão da empresa (JC) (GM).

PETROBRÁS PRODUZIU 663,098 MIL BARRIS DE ÓLEO EM ABRIL

A PETROBRÁS registrou uma produção de 663,098 mil barris/dia de óleo em abril, 11,23% superior ao que foi obtido no mesmo mês do ano passado. Em relação a março, quando se alcançou a média de 658,026 mil barris diários de óleo, houve uma acréscimo de 5,072 mil barris por dia. A maior contribuição para este resultado veio das regiões produtoras do Rio de Janeiro e o Amazonas (JC).

CHESF RETOMA EM JUNHO A OBRA DE XINGÓ

O novo presidente da CHESF (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), Marco José Lopes, anunciou ontem, em Brasília, a retomada das obras da usina hidrelétrica do Xingó, em Pernambuco, até meados de junho. As obras foram suspensas em outubro do ano passado, depois de consumir US$750 milhões, dos quais US$450 milhões em equipamentos. O pagamento de cerca de US$150 milhões de dívidas com as empreiteiras será acertado hoje em reunião do secretário nacional de Energia do Ministério da Infra- estrutura, Rubens Vaz, com as empresas (JC).

SELO-PEDÁGIO VAI ACABAR EM JANEIRO DE 1991

O diretor-geral do DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem), José Henrique Figueiredo, informou ontem, em Brasília, que o selo- pedágio deixará de existir a partir de janeiro de 1991. Para substituí- lo, o governo criará uma taxa, cujo critério será o peso e a quilometragem dos veículos. Ônibus e caminhões pagarão mais (O ESP).

UFRJ PRETENDE REDUZIR CUSTOS SEM DEMITIR

O reitor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Alexandre Pinto Cardoso, informou ontem que a Universidade não tem condições de demitir 30% de seus funcionários, conforme determinação do governo, porque isso causaria a interrupção de vários projetos, entre os quais o programa de pesquisa da AIDS, o curso de pós-graduação em meio ambiente e a área de pesquisa de petróleo em águas profundas.

GENERAL VOLTA A CRITICAR GOVERNO COLLOR

O general da reserva Euclydes Figueiredo, de 70 anos, voltou ontem, no Rio de Janeiro, a fazer críticas ao governo Collor e disse que não pode ser impedido de manifestar suas posições políticas: "Reafirmo todas as críticas que fiz e faria de novo. Sempre que tiver vontade vou falar e não há quem me segure".

PDT QUER "IMPEACHMENT" DO PRESIDENTE FERNANDO COLLOR

O presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, disse ontem, no Rio de Janeiro, que seu partido está estudando fórmulas para abrir um "processo de responsabilização" do presidente Fernando Collor, e poderá pedir o impeachment do presidente da República. Brizola afirmou que Collor perdeu a legitimidade por ter lançado o país na Ingovernabilidade", ao descumprir promessas de campanha como a de não intervir nas cadernetas de poupança, e ao trazer "gravíssimas pressões ao povo e à economia com suas fracassadas medidas econômicas" (FSP).

GOVERNADOR ENCERRA NEGOCIAÇÃO COM MÉDICOS BAIANOS

A greve dos médicos da rede estadual de saúde da Bahia entrou ontem no 28o. dia, com o fracasso das negociações entre o governador Nilo Coelho e as entidades que representam os profissionais. O governador disse que não vai mais negociar. Os médicos rejeitaram a proposta de piso salarial de Cr$22.044,36 e reivindicam Cr$44 mil (FSP).

SERVIDORES OCUPAM GABINETE DO PREFEITO DE CAMPINAS

Um grupo de cerca de 80 servidores municipais de Campinas (SP), em greve há uma semana, ocupou ontem o gabinete do prefeito Jacó Bittar (PT), para exigir a retomada das negociações. Eles prometem deixar o local somente após uma solução definitiva. Os servidores rejeitaram a proposta da prefeitura de reajuste de 5% nos salários (FSP).

AS DEMISSÕES NAS EMPREITEIRAS

O setor de obras públicas no Estado de São Paulo demitiu 10.889 trabalhadores em abril, um corte de 5,63% nas vagas em relação a março. O número representa o maior volume de dispensas desde que a pesquisa da APEOP (Associação Paulista dos Empreiteiros de Obras Públicas) começou a ser feita, em 1982. A pesquisa engloba 330 empresas. O setor de obras públicas emprega cerca de 600 mil pessoas no estado. Em abril, o setor fechou com 182.432 trabalhadores em atividade (FSP) (GM).

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