Enviado por admin em sex, 11/05/1990 - 00:00
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o Sindicato dos Bancários de São Paulo realizaram ontem uma passeata de protesto contra o Plano Collor no centro de São Paulo (capital). Segundo os organizadores, cerca de cinco mil trabalhadores, de várias categorias, participaram da manifestação. O presidente do Sindicato dos Bancários, Gilmar Carneiro, disse que a passeata é o primeiro passo para uma greve geral no mês de junho. Não foram registrados incidentes.
Enviado por admin em sex, 11/05/1990 - 00:00
Na primeira prévia de maio do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) a alta de preços atingiu 4,98%, segundo divulgou ontem a FGV (Fundação Getúlio Vargas). O item vestuário registrou a maior elevação, com 42,71%, seguido pelo item habitação (10,84%). No atacado, os preços subiram 2,11%, enquanto o índice da construção teve alta de 0,85% (JC).
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Os funcionários estaduais e municipais de saúde do Rio de Janeiro decidiram ontem, em assembléia, manter a greve que já dura 60 dias. Eles reivindicam isonomia salarial com o pessoal do INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social) e maior agilização na implantação do SUS (Sistema Unificado de Saúde) (JC).
Enviado por admin em sex, 11/05/1990 - 00:00
A Siderúrgica Aços Ipanema, do Grupo Villares, homologou ontem as primeiras 64 dispensas de um total de 350 que fará em sua fábrica em Sorocaba (SP), atualmente com um quadro de 1,7 mil funcionários. Em comunicado oficial, a direção da empresa diz que as dispensas são necessárias para adequar o ritmo da produção com a demanda que caiu cerca de 70% (JC).
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Os rodoviários de Florianópolis (SC) decidiram ontem, em assembléia, encerrar a greve iniciada no último dia oito. Eles acataram a proposta patronal de reajuste salarial de 84%, pagos em duas parcelas iguais a partir deste mês (JC).
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A prefeita de São Paulo, Luiza Erundina (PT), reajustou ontem os salários de maio dos 130 mil servidores municipais em 22,29%. O índice corresponde à inflação de abril, calculada pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos). Desde a decretação do Plano Collor, o funcionalismo municipal teve um reajuste acumulado de 35,62%. Com o reajuste de maio, o piso salarial passa a ser de Cr$12.762,22 e o teto de Cr$289.834,30 (O ESP) (FSP).
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A Câmara dos Deputados aprovou ontem, através de acordo de lideranças, a criação do programa "Diário do Congresso", que ocupará 10 minutos no horário nobre das emissoras de TV-- entre 19 e 20 horas e de segunda a sexta-feira-- para divulgar o Legislativo. Para a ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), o programa causará prejuízos às emissoras concessionárias de TV. O projeto será apreciado agora pelo Senado Federal (O ESP).
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Um dia depois de o presidente Fernando Collor exigir obediência dos militares, dois generais da reserva do Exército criticaram ontem o governo. O general Newton Cruz disse em Brasília que "estadista que só tem uma bala na agulha deve usá-la na cabeça". No Rio de Janeiro, o general Euclydes Figueiredo defendeu os pronunciamentos de militares. "É melhor falar do que usar armas", disse. Os dois generais apoiaram o recente discurso do comandante militar do Sudeste, general Pedro Luiz de Araújo Braga, em defesa dos órgãos de informações (O ESP).
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Cerca de 60 metalúrgicos demitidos da ENGESA (Engenheiros Especializados S/A), em São José dos Campos (SP), que há 18 dias estavam acampados na porta de empresa, ocuparam ontem as dependências da fábrica. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da região, Antônio Donizeti Ferreira, afirmou que a ocupação foi "um ato de desespero" dos empregados e dos trabalhadores demitidos para pressionar a ENGESA a negociar. A empresa não paga os salários desde fevereiro e em março demitiu 530 dos 1.260 empregados.
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O presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, garantiu ontem que os poupadores não serão afetados por eventuais medidas do governo para conter a liquidez do mercado financeiro. Os acertos de política monetária serão feitos, segundo ele, diretamente entre os bancos e o governo. Parte dos saques da poupança e de outras aplicações no mercado, nos últimos dias, foi causada pelo medo dos investidores de que o governo repita um choque semelhante ao do Plano Collor (O ESP).
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