Enviado por admin em ter, 12/06/1990 - 00:00
O Grupo 19 da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) decidiu ontem continuar as negociações salariais com os metalúrgicos paulistas. Na Grande São Paulo, cerca de 52 mil metalúrgicos estavam em greve ontem, paralisando 55 fábricas. Os metalúrgicos reivindicam 166,89% de reposição salarial, contra 11,42% oferecido pela FIESP. Em Santo André, uma greve geral dos metalúrgicos convocada pelo sindicato atingiu, no primeiro dia, 26 mil dos 50 mil trabalhadores da categoria, paralisando 19 empresas.
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Assembléia de bancários da rede privada e da Caixa Econômica Estadual de São Paulo decidiram ontem pela greve da categoria a partir de hoje. Também os bancários da rede particular do Rio de Janeiro entram em greve a partir de hoje. A principal reivindicação é a reposição salarial de 188%, referente aos meses de março, abril e maio. Já os funcionários da CEF (Caixa Econômica Federal) e BANESPA (Banco do Estado de São Paulo) decidiram não entrar em greve.
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A primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) para o mês de junho, anunciada ontem, atingiu 6,46%, contra 4,08% da primeira prévia do índice de maio. O IGP-M é calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) para as instituições do mercado financeiro. Os índices que compõem o IGP-M apresentaram as seguintes altas: IPC (Índice de Preços ao Consumidor), 9,42%; IPA (Índice de Preços por Atacado), 5,79%; e INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), 1,37% (FSP).
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As demissões na indústria de São Paulo em maio atingiram 47.447 trabalhadores, uma queda de 2,38% no nível de emprego em relação ao mês anterior. Os cortes foram divulgados ontem pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). É o maior índice desde abril de 1981 (46.300 demissões). Neste ano, até o dia dois de junho, que também entra na estatística da FIESP, foram dispensados 153.391 pessoas da indústria, uma redução no nível de emprego de 7,3% (FSP).
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A greve dos rodoviários de Salvador (BA) completa hoje sete dias. O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) concedeu o reajuste de 166,89% reivindicado pela categoria, mas os proprietários das empresas de ônibus recorreram ao TST (Tribunal Superior do Trabalho). Duzentos rodoviários foram demitidos até o momento (JB).
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Cerca de 95% dos 570 juízes gaúchos estão em greve desde o último dia oito. Eles pararam por tempo indeterminado, até que a Assembléia Legislativa cumpra a Constituição Federal e conceda equivalência salarial entre a magistratura e os deputados. Os deputados ganham Cr$388 mil, enquanto o salário de um desembargador é de Cr$240 mil (JB).
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Os funcionários das três empresas de processamento de dados do governo-- SERPRO, Datamec e Dataprev-- estão em greve por reposição salarial de 166,89%, pagamento retroativo ao Plano Verão e suspensão das demissões previstas pelo governo, que fala em dispensar 5,8 mil funcionários. Já foram demitidos 500 funcionários da Datamec (JB).
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Os funcionários brasileiros de Itaipu, no Paraná, entraram em greve ontem, por tempo indeterminado. Com isso, as três categorias ligadas ao sistema elétrico da empresa estão com atividades paralisadas: os trabalhadores da hidrelétrica, os operários das empreiteiras que constroem a usina e os empregados de FURNAS-Centrais Elétricas S/A. São 8 mil os trabalhadores em greve. Eles reivindicam reposição salarial de 166,89% e a manutenção do pagamento quinzenal, suspenso desde a decretação do Plano Collor.
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A CUT (Central Única dos Trabalhadores) inaugura, este mês, em Belo Horizonte (MG), a Escola Sindical 7 de Outubro. Com um investimento de US$300 mil, conseguidos a fundo perdido com o governo da Itália, através da Confederação Italiana de Sindicatos de Trabalhadores (CISL), a escola será a mais moderna e bem equipada do país e deverá formar 400 líderes por ano. A CUT não tem vinculação jurídica com a escola que, no entanto, vai trabalhar dentro dos princípios da central e no campo de atuação dela.
Enviado por admin em ter, 12/06/1990 - 00:00
A LBA (Legião Brasileira de Assistência) já demitiu 5.579 funcionários e ultrapassou as determinações da Secretaria de Administração, que exigiu um enxugamento de 30% do quadro. A LBA tinha 15 mil funcionários em suas 27 superintendências regionais e a folha de pagamentos chegaria a Cr$14 bilhões este ano, quando o orçamento autorizado era de apenas Cr$10 bilhões. Foram afastados 3.767 estagiários, 1.137 autônomos e 675 prestadores de serviços.
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