SERVIDORES DA SAÚDE ENTRAM EM GREVE EM SÃO PAULO

Cerca de 50 mil dos 70 mil servidores estaduais de Saúde de São Paulo entraram em greve a partir das sete horas de hoje, por tempo indeterminado. Eles reivindicam, em média, 440% de reposição salarial, segundo os índices de perda acumulada apontados pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), além de equiparação salarial com os funcionários do INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social). A greve atinge 43 hospitais e 2.714 centros de saúde (FSP).

SERVIDORES DE SÃO PAULO DECIDEM NÃO ENTRAR EM GREVE

Os funcionários públicos municipais de São Paulo decidiram ontem, em assembléia, não entrar em greve. Eles aprovaram a realização, durante este mês, de mobilizações nas secretarias, buscando o atendimento das suas reivindicações. Os servidores querem reposição salarial de 62,01%, adoção do piso salarial do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), que é de Cr$29.540,00, e adoção do adicional de distância.

VIGILANTES EM GREVE EM SÃO LUÍS

Cerca de seis mil vigilantes bancários estão em greve desde anteontem em São Luís (MA). Eles reivindicam 170% de reajuste salarial e adicional de risco de vida de 70%. A greve atinge 90% da categoria (FSP).

UNIVERSIDADES FEDERAIS NÃO IRÃO DEMITIR

As 37 universidades federais não vão demitir 42 mil funcionários e nem cortar 30% dos gastos com pessoal como determinou a Secretaria de Administração Federal. Ontem, reunidos no Ministério da Educação, em Brasília, os reitores decidiram oferecer cursos noturnos e aumentar o número de vagas no próximo ano, além de promover reduções nas funções gratificadas e comissionadas, horas extras, "jetons" e outros gastos com pessoal. Eles calculam que a economia chega a 15% ou 20% (FSP).

BC REDUZ RECURSOS PARA O CRÉDITO RURAL

Os recursos disponíveis nos bancos em junho e julho para o crédito rural estarão reduzidos de Cr$100 bilhões para Cr$60 bilhões. A redução foi definida pela circular no. 1.755 do Banco Central, publicada ontem no Diário Oficial da União. A circular determina que os bancos recolham ao BC 80% dos acréscimos de recursos de aplicação obrigatória em crédito rural. Em maio, os bancos aplicaram Cr$50 bilhões em crédito rural.

GOVERNO ADIA O LANÇAMENTO DE CERTIFICADOS DE PRIVATIZAÇÃO

O governo adiou ontem a venda de Certificados de Privatização (CPs) para o dia 16 de julho. Os títulos, criados com o Plano Collor para seram comprados obrigatoriamente pelas instituições financeiras, seguradoras e fundações de previdência, deviam ser lançados no próximo dia 15. Foram motivos do adiamento a pressão dos governos estaduais e a possibilidade de os bancos oficiais dos estados contestarem os CPs na Justiça, sob alegação de que contrariam as constituições estaduais.

EX-MINISTRO SUGERE EDIÇÃO DO PLANO COLLOR 2

O ex-ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser Pereira, defendeu ontem, em São Paulo, a edição de um Plano Collor 2, que contenha a indexação dos salários, a correção dos preços relativos, novo ajuste fiscal e acordo entre empresários e trabalhadores para outro congelamento (FSP).

TRT CONCEDE REPOSIÇÃO DE 166,89% A FUNCIONÁRIOS DA FGV

O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) do Rio de Janeiro concedeu ontem reposição salarial de 166,89% aos funcionários da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e mais 5% de produtividade. A decisão do TRT foi por seis votos a dois. Há duas semanas os funcionários da FGV entraram em greve para reivindicar a reposição de perdas (FSP).

AS GREVES EM MINAS GERAIS

Cerca de 10 mil metalúrgicos do sul de Minas Gerais e Betim estão em greve. Eles reivindicam reposição salarial entre 30% e 90%. No estado, estão parados cerca de 50% dos 250 mil trabalhadores do ensino e cerca de 70% dos 27 mil servidores da saúde. Na área de saúde, a greve está no seu 27o. dia. No setor de ensino, os funcionários estão parados há 22 dias (FSP).

TRABALHADORES DE USINAS VÃO A DISSÍDIO COLETIVO

A Federação dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação do Estado de São Paulo pediu a instauração de dissídio coletivo para 50 mil trabalhadores das usinas de açúcar que reivindicam reposição salarial de 166,89%. Com data-base em maio, eles não aceitaram a antecipação de 15% proposta pelas usinas. Segundo a federação, mais de 23 mil trabalhadores estão em greve em 12 usinas (FSP).

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