EMPRESÁRIOS CRITICAM POSIÇÃO DA CUT

Os empresários culparam ontem a CUT (Central Única dos Trabalhadores) pelo não acordo na reunião realizada anteontem entre o governo, empresários e trabalhadores. Segundo Emerson Kapaz, do PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais), quatro horas depois do início da reunião o acordo já estava pronto e "era satisfatório, na medida em que não privilegiava nenhuma das partes".

BIRD APROVA CRÉDITO PARA O SETOR ELÉTRICO

O BIRD (Banco Mundial) aprovou ontem empréstimo de US$385 milhões ao governo brasileiro para a melhoria das trasmissões de energia elétrica e em programas de conservação de energia. O dinheiro será desembolsado em cinco parcelas, para a ELETROBRÁS, daqui até 1995. Ao anunciar o primeiro empréstimo do BIRD ao setor desde junho de 1986, técnicos do banco fizeram várias sugestões para que essa área se torne mais efetiva. Entre elas a de aumentos de tarifa.

FUNCIONÁRIOS DE ITAIPU REJEITAM PROPOSTA DA EMPRESA

Os trabalhadores da hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), em greve há nove dias, rejeitaram ontem a contraproposta da empresa de pagar uma antecipação de 53,16%, dividida em cinco parcelas, a partir deste mês. O presidente do Sindicato dos Urbanitários de Foz do Iguaçu, Assis Paulo Sepp, disse que os trabalhadores vão continuar exigindo o pagamento integral desta antecipação, previsto no acordo coletivo da categoria. Além disso, os eletricitários reivindicam reposição salarial de 166,89% (O Globo).

FURNAS NÃO CHEGA A ACORDO COM ELETRICITÁRIOS

Os 10 mil funcionários de FURNAS-Centrais Elétricas S/A, em greve há 14 dias, não chegaram ontem a um acordo com a empresa sobre o pagamento da reposição salarial de 166,89%, durante reunião de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho). Agora, a decisão sobre a reposição vai a dissídio no próprio TST (O Globo).

FUNCIONÁRIOS DA CEF ENTRAM EM GREVE NO RIO DE JANEIRO

Os seis mil funcionários da CEF (Caixa Econômica Federal) no Rio de Janeiro decidiram ontem, em assembléia, entrar em greve, a partir de hoje, por tempo indeterminado. Eles protestam contra as demissões na CEF e querem reposição salarial de 166,89% (O Globo).

JUIZ SUSPENDE LICITAÇÃO PARA JAZIDA DE CAULIM

Está suspensa a licitação para a exploração da jazida de caulim do Rio Capim, no Pará. O juiz Júlio César Martins, da 1a. Vara Federal do Rio de Janeiro, concedeu, ontem, liminar à ação popular movida contra a CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais); o governo federal; a multinacional sul-africana Engehart Corporation e a empresa Ituberaba Engenharia Ltda., consorciadas e beneficiárias da licitação.

BNDES PROPÕE CRIAÇÃO DE FUNDO DE APOIO AO COMÉRCIO EXTERNO

A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, já tem em mãos uma proposta do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de criação do Fundo de Apoio ao Comércio Exterior (FACEX), a ser administrado pelo BNDES e com contabilidade independente. O FACEX seria encarregado de financiar exportações e importações de bens e serviços, lastrear os seguros de crédito e garantias bancárias, e equalizar ou fixar taxas de financiamento.

ECOLOGISTA PROPÕE CRIAR FUNDO TAXANDO COMBUSTÍVEIS

O cientista George Woodwell, presidente da entidade ambientalista norte- americana "The Woods Hole Research Center", apoiou ontem, em São Paulo, a criação de um imposto sobre o uso dos combustíveis fósseis que aumente gradativamente nos próximos cinco anos. Ele entende que a tributação deve ser diferente para países ricos e pobres e propôs que os EUA comecem a aplicá-la internamente, para desestimular o consumo. Ele sugeriu ainda que o dinheiro arrecadado constitua um fundo para financiar o desenvolvimento de fontes alternativas e não poluentes de energia (O Globo).

ELEIÇÕES TÊM CUSTO DE CR$5 BILHÕES

A eleição deste ano para governadores, senadores e deputados vai custar Cr$5 bilhões à Justiça Eleitoral. O total equivale a 8.143 carros modelo Chevette. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não obteve recursos suficientes para comprar computadores de grande porte. Deve adquirir apenas microcomputadores com menos recursos técnicos, que serão repassados a tribunais regionais (FSP).

COLLOR REINAUGURA OBRAS DE XINGÓ

O presidente Fernando Collor condenou ontem as críticas da oposição ao seu governo, em discurso no canteiro de obras da usina hidrelétrica de Xingó (na divisa de Alagoas e Sergipe). "O povo brasileiro elegeu não somente a figura do candidato, mas um programa de governo", afirmou. Ele criticou "aqueles que queiram aplicar um outro programa de governo que não seja este", e referiu-se ao "programa derrotado, o programa do atraso, que não levaria o Brasil a canto nenhum". Collor foi a Xingó anunciar a liberação dos US$2,5 bilhões que faltam para concluir a hidrelétrica.

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