Os empresários culparam ontem a CUT (Central Única dos Trabalhadores) pelo não acordo na reunião realizada anteontem entre o governo, empresários e trabalhadores. Segundo Emerson Kapaz, do PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais), quatro horas depois do início da reunião o acordo já estava pronto e "era satisfatório, na medida em que não privilegiava nenhuma das partes". "Mas a CUT exigiu que as demissões no setor público-- inclusive as já efetivadas-- fossem suspensas, não aceitando a proposta do governo de suspender as demissões por 15 dias, para que a comissão tripartite fixasse critérios a serem aplicados às demissões futuras e passadas". O representante da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Francini, disse que a CUT foi a responsável pela não assinatura do acordo e que o governo foi ao limite do permitido para assegurar a governabilidade (O Globo).