Enviado por admin em ter, 26/06/1990 - 00:00
O empresário Antônio Ermírio de Moraes, diretor-superintendente do Grupo Votorantim, disse ontem, em São Paulo, que só algumas empresas privilegiadas poderiam deixar de repassar os reajustes salariais aos preços. Ele defendeu esse repasse. O empresário disse que o país está vivendo o maior confronto de sua história entre empresários e trabalhadores por causa do governo. Segundo Antônio Ermírio, a Votorantim conseguiu sobreviver ao impacto do Plano Collor por causa das exportações.
Enviado por admin em ter, 26/06/1990 - 00:00
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Luiz Antônio de Medeiros, defendeu ontem a volta da indexação dos salários, indo de encontro aos interesses do governo, que quer evitar o retorno da indexação. Medeiros divulgou balanço do sindicato pelo qual cerca de 150 mil metalúrgicos de 500 empresas conseguiram reposições salariais com variação média de 20%. Ele afirmou que não é possível fazer a livre negociação sem um dispositivo para regulamentá-la. Esse dispositivo deveria garantir o repasse da inflação do mês, disse.
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A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) anunciou ontem que o índice de demissões no setor passou de 0,51% na primeira semana de junho para 0,09% na segunda, com 1.734 dispensas. De acordo com a FIESP, a taxa de desemprego acumulada nas duas primeiras semanas do mês ficou em 0,60%, com a supressão de 11.700 postos de trabalho. A acumulada no ano foi de 7,86%, que corresponde a 165.091 demissões. Nos últimos 12 meses, a queda do índice é menor, de 3,92%, ou 78.862 dispensas (FSP).
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O vice-presidente da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Adelar Scheuer afirmou ontem, em São Paulo, que os empresários do setor não vão apresentar uma nova proposta aos trabalhadores que, em diversas assembléias realizadas no final de semana, recusaram o reajuste de 45%, escalonado em três parcelas. Eles decidiram manter a greve nas empresas, reivindicando o pagamento integral dos 45%.
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A reforma administrativa cortou mais 2.898 funcionários públicos: 1.501 no Ministério do Trabalho e Previdência Social e 1.397 na SUCAM (Superintendência de Campanhas de Saúde Pública), do Ministério da Saúde. O Rio de Janeiro foi o estado que teve o maior número de dispensados-- 354 servidores (JB).
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A taxa de desemprego nas pequenas e médias empresas vem aumentando gradativamente e atingiu nos últimos 100 dias 7,58%, de acordo com pesquisa da FLUPEME (Associação Fluminense da Pequena e Média Empresa). As empresas que atuam na área comercial registraram o maior índice de demissões (40%), seguidas pelas indústrias (34%) e as de serviços (26%). A pesquisa, realizada entre 190 empresas, revelou ainda que 79% delas concederam reajustes salariais depois do Plano Collor, de 13% em média.
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O presidente Fernando Collor encaminhou ontem ao Congresso Nacional projeto de lei criando o regime jurídico único para os servidores da administração pública federal direta, autarquias e fundações. De acordo com o projeto, todos os celetistas da administração pública, que tinham mais de cinco anos de trabalho quando foi promulgada a nova Constituição, ficarão submetidos ao Estatuto do Funcionário Público, datado de 1952, a exemplo dos demais estatutários.
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A ministra da Ação Social, Margarida Procópio, anunciou ontem a 400 prefeitos das regiões sudeste, centro-oeste e sul do país a construção de 3,9 milhões de moradias até o final do governo Collor, beneficiando cerca de 20 milhões de pessoas e com um custo estimado em US$30 bilhões. O dinheiro para o projeto virá basicamente dos recursos depositados no FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e do orçamento do ministério.
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O diretor da Divisão Internacional do Lloyds Bank, Jonh Davies, está em São Paulo avaliando de perto a situação econômica e os efeitos do Plano Collor. De concreto, ele está enviando um recado ao governo brasileiro: o bloqueio das remessas de lucros, dividendos e repatriamento de capital podem afastar os investidores internacionais do Brasil. Quanto ao governo Collor, o que mais lhe agradou até agora é a intenção de liberalizar a economia. No plano internacional, ele lembra também a inadimplência brasileira.
Enviado por admin em ter, 26/06/1990 - 00:00
O Banco Itaú S/A, segundo maior conglomerado financeiro privado do país, que registrou um lucro líquido de Cr$2 bilhões no primeiro trimestre deste ano, está mudando a cúpula de sua direção executiva. A reunião do Conselho Administrativo de ontem homologou o nome de um dos vice- presidentes executivos, Carlos da Câmara Pestana, para substituir o atual presidente, José Carlos Moraes de Abreu, no final do próximo mês. Moraes de Abreu afasta-se por atingir o limite de 68 anos de idade, como consta dos estatutos do banco.
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