MINISTRA ANUNCIA HOJE NOVA POLITICA INDUSTRIAL

Numa série de medidas que mudam na prática toda a política industrial adotada no país, a ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, anunciará hoje a liberação total de importações para artigos sem similar nacional, o fim do protecionismo para a indústria têxtil, com a entrada de teares, matérias-primas e roupas, e crédito do FINAME (carteira de financiamento do BNDES-- Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para produtos com 70% de nacionalização, em vez de 85%.

CABRAL APRESENTA PROJETO SOBRE VENDA DE DÓLARES

A proibição de o Banco Central vender dólares norte-americano para o pagamento de resgate de vítimas de sequestro é um dos aspectos do projeto de lei que o ministro da Justiça, Bernardo Cabral, começa a discutir hoje com as lideranças partidárias no Congresso Nacional. A sugestão é do presidente do BC, Ibrahim Eris, que considera a liberação um estímulo ao crime.

GOVERNO EDITA HOJE MEDIDA DA PERDA SALARIAL

A nova política salarial do governo, que sai hoje como medida provisória, terá como base para reajustes o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), no período de 12 meses entre as datas-base de cada categoria. Serão consideradas as perdas anteriores e posteriores ao Plano Collor. A medida estabelece normas para a livre negociação e critérios técnicos da Recomposição do Salário Efetivo, o novo referencial das correções de salários. Para evitar derrota na Justiça, o governo retirará a medida provisória no. 190 (que suspende os dissídios coletivos).

CNEN QUER PROGRAMA ÚNICO NO SETOR NUCLEAR

O Brasil terá um programa único de energia nuclear, integrando as ações do programa autônomo (desenvolvido pela Marinha) e do oficial (fruto de acordo com a Alemanha) no que for possível. A idéia é defendida em um relatório elaborado nos últimos dois meses por várias entidades do setor, a ser entregue pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) ao presidente Fernando Collor. O relatório sugere ainda a finalização das obras de Angra 2 e Angra 3, em Angra dos Reis (RJ), até o ano 2000.

CSN DEFINE NOVO ORGANOGRAMA

A diretoria da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) concluiu o novo organograma da empresa: estão sendo suprimidos 48 cargos de gerência, o que representará uma economia mensal de Cr$6 milhões. A decisão permitirá preservar 545 empregos de níveis mais baixos na empresa (O Globo).

PMDB INDICA NÉLSON CARNEIRO AO GOVERNO DO RJ

O PMDB do Rio de Janeiro homologou ontem, em convenção, a candidatura do presidente do Congresso Nacional, senador Nélson Carneiro, ao governo do Rio de Janeiro. O candidato a vice será o ex-prefeito de Campos Rockfeller de Lima (PFL) e o candidato ao Senado Federal será o ex-prefeito de Petrópolis, Paulo Rattes (O Dia).

BRIZOLA É O CANDIDATO AO GOVERNO DO RIO DE JANEIRO

O PDT do Rio de Janeiro homologou ontem, em convenção, a candidatura de Leonel Brizola ao governo do estado. O advogado Nilo Batista será o candidato a vice, enquanto o professor Darcy Ribeiro o candidato ao Senado Federal (FSP).

GOVERNO LIMITA PLANO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

O governo não aceita várias alterações feitas na Câmara dos Deputados ao projeto de lei que define o plano de benefícios da Previdência. O Ministério da Economia e a Secretaria Geral da Presidência da República querem, por exemplo, estabelecer restrições à aposentadoria de segurados com período curto de recolhimento de contribuições previdenciárias e evitar adoção imediata do salário-mínimo como valor mínimo para os chamados benefícios de prestação continuada, como pensões e aposentadorias.

COMEÇA A FALTAR ALIMENTOS EM SÃO PAULO

Alguns produtos básicos já começam a faltar nas prateleiras dos supermercados de São Paulo, mostrando, no comércio varejista, os resultados da liberação de alguns preços controlados até o fim de maio e a desorganização da comercialização dos produtos que ainda estão sob controle do tabelamento da SUNAB (Superintendência Nacional de Abastecimento).

PETROBRÁS ACUMULA PREJUÍZO DE US$600 MILHÕES

O prejuízo acumulado pela PETROBRÁS com a comercialização do álcool atingiu US$600 milhões no final de maio, revela relatório enviado pelo ministro da Infra-estrutura, Ozires Silva, ao TCU (Tribunal de Contas da União). Segundo o relatório, até hoje, o PROÁLCOOL consumiu US$3,967 bilhões de recursos públicos, o equivalente a 56% dos investimentos totais feitos nesse programa de alternativa energética.

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