DUAS EMPRESAS BINACIONAIS ESTÃO SE CONSTITUINDO

Duas empresas binacionais, do Brasil e Argentina, na área de construção e obras públicas, estão se constituindo agora em Buenos Aires, como já ocorre com outras quatro brasileiras-uruguaias em Montevidéu, nas áreas de petroquímica, importação e exportação.

MERCOSUL MOVIMENTA EMPRESAS

No calendário oficial, o MERCOSUL só entrará em vigor a partir de janeiro de 1995. Para muitas empresas, no entanto, a inexistência de fronteiras comerciais entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai é uma realidade que já está sendo considerada. Algumas incluem Chile e até Bolívia nesse novo mapa comercial. Nesse time estão, entre outras, Autolatina, Basf, Rhodia Agro e Sadia. As que ainda não tomaram providências, nem por isso deixam de estar atentas às mudanças que têm data marcada para entrar em vigor.

BRASIL GANHA MAIS VERBA PARA PREVENIR AIDS

O ministro da Saúde, Adib Jatene, confirmou ontem em São Paulo, a aprovação pelo Banco Mundial (BIRD) de mais US$250 milhões que serão destinados ao programa de prevenção da AIDS, além dos US$1,5 milhão liberados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que coloca o Brasil na lista dos países que deverão participar dos futuros testes da vacina anti-HIV (JB).

GASTOS DE COLLOR SUPERAM SUA RENDA

Durante o ano de 1990, quando tomou posse, o presidente Fernando Collor de Mello fez uma viagem privada às ilhas Seychelles, reformou a Casa da Dinda e comprou um terreno vizinho. Apenas esses três gastos são avaliados em US$1,47 milhão (cerca de Cr$5,4 bilhões pelo câmbio livre). Com base nesses números, a CPI que investiga as denúncias contra PC Farias suspeita que os recursos vieram dos fundos de campanha coletados por PC (FSP).

SÓCIO DE PC REPRESENTOU USINEIROS JUNTO AO GOVERNO

O empresário Luiz Otávio Gomes Silva, sócio de Paulo César Farias, o PC, na revendedora Fiat Sultan, de Guarulhos (SP), e no jornal "Tribuna de Alagoas", em Maceió, admitiu em seu depoimento à Polícia Federal, no dia 16 de junho, ter recebido US$50 mil (Cr$184,6 milhões) dos usineiros de Alagoas para negociar a transferência da operação do terminal açucareiro de Maceió, pertencente à União, para os produtores locais.

DOCUMENTOS REVELAM QUE COLLOR NEGOCIOU COM PC

Documentos obtidos pelo jornal Folha de São Paulo no último dia 7 comprovaram pela primeira vez relações comerciais entre o presidente Fernando Collor e Paulo César Farias, o PC. Em 4 de fevereiro de 91, o presidente comprou um terreno vizinho à Casa da Dinda. O negócio foi feito através de uma operação triangular, na qual PC aparece apenas como intermediário. Ele passou uma procuração à sua secretária na Brasil- Set, Marta Vasconcellos Soares, que o vendeu para Collor.

CERCA DE 62% DOS DEPUTADOS VOTARIAM PELO IMPEACHMENT

Quase dois terços (62%) dos deputados federais apoiariam a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Fernando Collor, caso a CPI que investiga as atividades do empresário Paulo César Farias o incrimine. Compete à Câmara dos Deputados dar início a processo por crime de responsabilidade contra o presidente da República, após a aprovação por maioria de dois terços. No Congresso (deputados e senadores), 59% disseram que votariam a favor do impeachment.

PF INDICIA NOVE POR IRREGULARIDADES NA PETROBRÁS

Nove suspeitos de irregularidades na PETROBRÁS foram indiciados por tráfico de influência e falsificação de documentos no inquérito da Polícia Federal encaminhado esta semana à 13a. Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro.

BRASIL SÓ VAI PAGAR JUROS POR 30 ANOS

O Brasil praticamente nada vai pagar do principal da dívida de US$44 bilhões renegociada com os banqueiros privados estrangeiros. Durante 30 anos o país só vai pagar juros e o principal vencerá só no início do ano de 2023, quando o Brasil vai resgatar os títulos do governo norte- americano, que serão comprados para garantir aos banqueiros que não haverá nova moratória.

ACORDO LEVA CITIBANK A AUMENTAR CRÉDITOS

O acordo da dívida externa começa a surtir efeitos. O diretor-presidente do Citibank no Brasil, maior credor brasileiro, Álvaro de Souza, disse ontem que a instituição deverá aumentar em 50% suas linhas de financiamento ao comércio exterior brasileiro, as chamadas linhas de curto prazo, hoje da ordem de US$400 milhões. "Vamos aumentar nossas linhas na proporção do aumento do comércio exterior brasileiro", afirmou. O presidente do Citibank acha que o acordo com os bancos abre bastante espaço para o Brasil no mercado internacional.

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