Duas empresas binacionais, do Brasil e Argentina, na área de construção e obras públicas, estão se constituindo agora em Buenos Aires, como já ocorre com outras quatro brasileiras-uruguaias em Montevidéu, nas áreas de petroquímica, importação e exportação. A constituição de empresas binacionais, que no entanto seguem as legislações dos respectivos países pela inexistência de legislaçõws comuns, é um dos poucos resultados positivos até agora em decorrência da criação do MERCOSUL, cuja viabilidade até 1995 está sendo muito dificultada pela falta de harmonização das legislações. "Enquanto isto não ocorrer, o MERCOSUL será apenas conversa fiada", advertiu o advogado gaúcho Hélio Faraco de Azevedo, que idealizou e criou a Souther American Business Law Group-- assessoria jurídica conjunta de escritórios da Argentina, Chile, Uruguai, São Paulo e Porto Alegre, responsável pela assessoria daquelas seis binacionais. Faraco de Azevedo aponta incontáveis problemas para a concretização efetiva do MERCOSUL, que terá uma área global de 11 milhões 911 mil 819 quilômetros quadrados e população de mais de 190 milhões de pessoas (JB).