Nove suspeitos de irregularidades na PETROBRÁS foram indiciados por tráfico de influência e falsificação de documentos no inquérito da Polícia Federal encaminhado esta semana à 13a. Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro. A PF não comprovou a participação do ex-secretário de Assuntos Estratégicos, Pedro Paulo Leoni Ramos, em operações irregulares e pressões para que algumas empresas obtivessem vantagens em negócios com a PETROBRÁS, mas o delegado Ademar Stocker pediu a quebra de sigilo bancário de suas contas e de outras 24 pessoas e 13 empresas, para verificar se houve pagamento de "propina" na intermediação de venda de petróleo à estatal. O delegado concluiu pelo enquadramento do ex-presidente da PETROBRÁS, Alfeu Valença, do ex-diretor Izeusse Braga, do ex-chefe do escritório da PETROBRÁS America Inc., em Nova Iorque (EUA), Wagner Freire, e dos ex- funcionários Hamilton Albertazzi, Wagner Fracassi, Nelson Ferreira da Silva e Luiz Edmundo Meireles por defenderem interesses particulares na administração pública. João Muniz Alves de Oliveira, acusado de cobrar US$500 mil da empresa Concic Engenharia para intermediar a liberação de obras na reginaria de Mataripe (BA), foi indiciado por exploração de prestígio. Drilmar Jacy Monteiro, sócio da Tecnape, é acusado de falsificar documentos para credenciar sua empresa como representante da Pacific Energy e vender petróleo nigeriano à PETROBRÁS (JB).