COLLOR TELEFONA A BUSH

O presidente Fernando Collor telefonou ontem ao presidente dos EUA, George Bush. "O presidente brasileiro agradeceu o interesse e o empenho de Bush para que a negociação da dívida externa com os bancos credores privados fosse conduzida de forma a permitir um acordo de refinanciamento favorável para o Brasil" (O Globo).

JAPONESES NÃO PENSAM EM INVESTIR JÁ

O presidente da Comissão de Intercâmbio Econômico Nipo-Brasileira da Câmara de Comércio Brasil-Japão, Toshiro Kobayashi, ex-presidente do Banco de Tokyo, disse ontem, em São Paulo, que apesar do fechamento do acordo da dívida com os bancos privados, o Brasil vai demorar algum tempo para recuperar sua imagem no exterior. Ele não falou sobre a possibilidade de o Brasil receber mais recursos japoneses. Apenas disse que, no momento, os japoneses estão empenhados em intensificar o comércio bilateral.

TR DE JUNHO CORRIGE POUPANÇA EM ATÉ 24,3%

O Banco Central fixou ontem em 23,69% a TR (Taxa Referencial de Juros) definitiva para o mês de julho. As cadernetas de poupança que terão o maior índice de reajuste em julho aniversariam nos dias 29, 30 e 31. Elas serão corrigidas em 24,30845% (O Globo).

PRODUÇÃO DE AÇO CRESCEU 7,7%

A produção brasileira de aço bruto no primeiro semestre deste ano cresceu 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram produzidas 11,8 milhões de toneladas, contra 10,9 milhões de toneladas em 1991. Em junho, foram fabricadas 1,9 milhão de toneladas, resultando numa elevação de 14,5% em relação a junho do ano passado. Os dados foram divulgados ontem pelo IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia) (O Globo).

BB TORNA-SE "QUARTEL-GENERAL" DO GOVERNO

O Banco do Brasil está se transformando no "quartel-general do Esquadrão da Morte", apelido do grupo que articula a reação do governo ao caso PC Farias. A verba de publicidade da instituição-- cerca de Cr$150 bilhões até o final do ano (US$40 milhões)-- já começou a ser despejada em campanhas para melhorar a imagem do governo. O "Esquadrão da Morte" é o apelido dado pelos políticos mais moderados e tidos como de "mãos limpas" do governo ao grupo formado pelos remanescentes da chamada República de Alagoas e alguns deputados governistas.

COLLOR LIBERA CR$1,467 TRILHÃO EM UMA SEMANA

O governo decidiu transformar o orçamento da União numa de suas
48446 principais armas de propaganda para afastar as atenções da crise e ganhar
48446 novos aliados. Ainda não foi necessário desrespeitar os limites de gastos
48446 impostos pela área econômica, mas qualquer liberação banal de recursos,
48446 prevista na lei orçamentária, tornou-se motivo de solenidade no Planalto. O governo Collor abriu o seu cofre na tentativa de abafar a repercussão
48446 dos trabalhos da CPI do caso PC Farias. Em quatro cerimônias realizadas

COLLOR COMPARA ADVERSÁRIOS A PORCOS

O presidente Fernando Collor comparou ontem os integrantes do que chama de sindicato do golpe a porcos. Isso aí é uma pocilga, não nos aproximemos dessa pocilga. Deixem que os porcos façam isso e chafurdem nessa lama", afirmou. Em discurso de improviso para 34 líderes empresariais do Rio de Janeiro, que foram ao Palácio do Planalto dar apoio à política econômica do governo, Collor afirmou que se interessa pelo Brasil do trabalho. "O resto, deixem com essa subalternidade de alguns políticos para eles tratarem", disse.

NEGÓCIO DE PC RECEBEU CR$15 BILHÕES DE EMPRESAS

Uma empresa de Paulo César Farias, a EPC (Empresa de Participações e Construção Ltda.), recebeu de 15 grandes empresas quase Cr$15 bilhões entre abril de 1990 e junho deste ano. É o que revelam cerca de 60 notas fiscais apreendidas pela Receita Federal nos escritórios do empresário. Até agora, nenhum dos empresários ouvidos pela Polícia Federal negou a autenticidade das notas. Admitiram ter feito os pagamentos, alegando serviços prestados. A PF suspeita de que sejam contribuições por tráfico de influência no governo. A EPC é um prodígio.

GOVERNO REPASSA A ESTADOS ACORDO DA DÍVIDA EXTERNA

Segundo as informações, o governo federal repassará a estados e municípios as mesmas condições acertadas com os bancos comerciais na renegociação dos US$44 bilhões do setor público. O governo quer garantir, entretanto, que estados e municípios cumpram o que ficou acertado e deve ser exigido algum tipo de garantia. O acordo assinado com os bancos credores prevê que o desembolso de garantia por parte do Brasil será escalonado em dois ano e em quatro prestações semestrais.

BRASIL ASSINA ACORDO COM A FRANÇA

O Brasil assinou ontem com a França o primeiro acordo bilateral no âmbito do Clube de Paris. O presidente Fernando Collor aproveitou a cerimônia, que inicialmente seria feita no Ministério da Economia, para realizar mais um evento público no Palácio do Planalto. O governo brasileiro pagará US$2,7 bilhões em um prazo de 14 anos, incluindo os três anos de carência. O primeiro pagamento será efetuado em junho de 1995.

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