O acordo da dívida externa começa a surtir efeitos. O diretor-presidente do Citibank no Brasil, maior credor brasileiro, Álvaro de Souza, disse ontem que a instituição deverá aumentar em 50% suas linhas de financiamento ao comércio exterior brasileiro, as chamadas linhas de curto prazo, hoje da ordem de US$400 milhões. "Vamos aumentar nossas linhas na proporção do aumento do comércio exterior brasileiro", afirmou. O presidente do Citibank acha que o acordo com os bancos abre bastante espaço para o Brasil no mercado internacional. Mas deixa claro que esse retorno não resultará em uma entrada expressiva de capitais em um primeiro momento. A crise política, em sua opinião, ainda é um grande impedimento para os papéis brasileiros no mercado internacional (JB).