RJ TERÁ CR$453 BILHÕES PARA OBRAS

A Zona Oeste é a área mais aquinhoada com recursos pelo novo pacote de obras da prefeitura do Rio de Janeiro, o quarto da administração, anunciado ontem pelo prefeito Marcello Alencar (PDT). Dos US$100 milhões (Cr$453 bilhões) a serem aplicados, US$50,1 milhões (Cr$227 bilhões) são destinados à região. Como o programa se destina apenas a obras de infra-estrutura, a Zona Sul e o Centro ficaram de fora. Os avisos de licitação para as obras do pacote foram publicados ontem no "Diário Oficial" do Município e em jornais.

TARIFAS TELEFÔNICAS MAIS CARAS

As tarifas telefônicas estão mais caras desde ontem. A assinatura básica e a ficha telefônica aumentaram 21,05% e o interurbano nacional, 15,72%. Este é o oitavo aumento do ano e a assinatura básica acumula reajuste de 452% desde janeiro. Os reajustes acumulados da ficha de telefone e do interurbano são de, respectivamente, 455,83% e 465,41% (O Globo).

O DESEMPENHO DA INDÚSTRIA FLUMINENSE EM JULHO

Pesquisa realizada pela FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) sobre o desempenho das indústrias fluminenses no mês de julho confirma a tendência de recessão. Em valores reais, as vendas sofreram retração de 1,13% em relação a junho, e a massa salarial diminuiu 2,15%. O desemprego aumentou 0,72%, com a dispensa de 5.300 trabalhadores (23.150 demissões desde janeiro). Em comparação com os sete primeiros meses de 1991, os setores mais afetados pelas quedas nas vendas foram o têxtil (- 46,2%) e o de vestuário e calçados (-41,8%).

CRÉDITO PARA HABITAÇÃO CAI PARA CR$280 BILHÕES AO MÊS

A CEF reduziu drasticamente a liberação de recursos para obras de habitação popular e saneamento, financiadas com dinheiro do FGTS. O orçamento original do Fundo previa o desembolso de Cr$1,4 trilhão por mês para estados, municípios e empresas privadas, mas até o final do ano serão liberados apenas Cr$280 bilhões mensalmente para atender aos financiamentos já contratados. Ou seja, somente 12% do cronograma será cumprido.

MAIORES EMPRESAS ACUMULAM PREJUÍZO DE US$2,5 BILHÕES EM 91

A recessão atingiu as 500 maiores empresas do país no ano passado. Nesse período, elas acumularam um prejuízo de US$2,5 bilhões, contra os US$575 milhões de lucro obtido em 1990. Os dados foram divulgados ontem pelo consultor da revista "Exame", Stephen Kanitz, ressaltando que desde 1963 as companhias não tinham um desempenho tão ruim. A demissão de funcionários no período foi de 15,8%, o que corresponde a um corte de 300 mil dos 1,9 milhão de trabalhadores.

CASOS DE AIDS CRESCERAM 427% EM MINAS GERAIS

A constatação de que o número de casos de AIDS quadruplicou este ano, registrando um aumento de 427%, e que o perfil da doença está modificando, atingindo agora mais os analfabetos e menos favorecidos, está preocupando a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais. Apenas nos primeiros sete meses deste ano já foram registrados 448 casos, contra 85 no ano passado e 573 desde 1983.

PRODUTORES DE CARNE BOVINA CONTESTAM NORMAS SOBRE PADRONIZAÇÃO

A carne bovina se constitui no principal produto da economia rural dos países do MERCOSUL, representando 25% da produção mundial e um movimento anual de US$20 bilhões. Isoladamente, o Brasil responde pela maior parcela, com um rebanho de 148 milhões de cabeças, e investimentos, vendas internas e exportações superiores a US$1 bilhão.

ATRASO CAMBIAL NÃO AMEAÇA PLANO CAVALLO

O Plano Cavallo, lançado na Argentina em abril do ano passado pelo ministro da Economia, Domingo Cavallo, não sofre qualquer risco do ponto de vista econômico. A afirmação foi feita ontem, em Porto Alegre (RS), pelo diretor do Banco Central argentino, Eugênio Pendas. Segundo ele, nem mesmo o atraso cambial, apontado atualmente pelos exportadores argentinos como obstáculo para seus negócios, poderá prejudicar a manutenção da política de livre conversibilidade do peso em relação ao dólar.

ARGENTINA QUER LIBERAÇÃO DO MERCADO DE TABACO VERDE

Representantes do setor financeiro do Brasil e da Argentina ainda divergem sobre a liberação do comércio de tabaco verde (não processado) entre os dois países dentro do MERCOSUL, questão discutida ontem em São Paulo no 8o. Seminário Quadripartite do Setor Privado. Atualmente, o Brasil não permite esse tipo de comércio e quer manter a restrição. Industriais argentinos, pelo contrário, acreditam que essa possibilidade complementaria o mercado.

PROTECIONISMO DA EUROPA E EUA PREOCUPA PRODUTORES DE LARANJA

Lutar contra o protecionismo dos EUA e do Mercado Comum Europeu de uma forma conjunta é o principal objetivo dos citricultores brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios dentro do MERCOSUL. Representantes da atividade dos quatro países se reuniram ontem em São Paulo. Segundo o coordenador da reunião, Osório Nascimento Costa, da Associação dos Citricultores Paulistas (Associtrus), os interesses dos países-membros do MERCOSUL não são conflitantes no que se refere à citricultura.

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