GOVERNO TRANSFERE RETENÇÃO DE CAFÉ AO SETOR PRIVADO

O governo transferiu para a iniciativa privada a incumbência de cumprir o acordo de retenção dos países produtores de café. A partir de 1o. de março, os exportadores terão que reter o equivalente a 20% do café que será embarcado. O depósito será feito nos armazéns do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC), sem custo para os exportadores.

ENTRADA LÍQUIDA DE RECURSOS EXTERNOS EM JANEIRO É RECORDE

A entrada de recursos externos no país bateu em janeiro o recorde mensal dos últimos anos. O movimento de operações cambiais envolvendo tanto o comércio externo quanto o segmento financeiro somou, no mês passado, o ingresso líquido de US$3,332 bilhões, cifra até aqui jamais atingida desde o início de 1991, quando começou a crescer a captação de recursos externos.

RETOMADA DA CONSTRUÇÃO DE ANGRA 2 A PARTIR DE MARÇO

O governo decidiu continuar as obras de Angra 2, em Angra dos Reis (RJ), a segunda central nuclear para geração de energia elétrica do país, que estava com suas obras paralisadas há alguns anos. A informação foi dada ontem pelo diretor de operações termonucleares de Furnas Centrais Elétricas, Ronaldo Fabrício. Furnas é a estatal responsável pelo projeto. Fabrício afirmou que as obras começarão a ser licitadas a partir de março próximo e irão custar US$1 bilhão. Ele disse que o orçamento nacional deste ano reserva para o projeto US$235 milhões.

PARECER FAVORECE A FEBRABAN EM AÇÃO CONTRA A RECEITA

O sub-procurador-geral da República, Fávila Ribeiro, entregou ontem ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) parecer favorável à Federação Brasileira das Associações de Bancos (FEBRABAN) no processo em que a entidade, alegando sigilo bancário, quer proteção jurídica para sua decisão de não entregar à Receita Federal os dados sobre o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) recolhido em 1993. A Receita alega que os dados são fundamentais para que o imposto seja devolvido, em obediência à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de dezembro.

ITAÚ LUCRA US$261 MILHÕES EM 1993

O Itaú, o segundo maior banco privado do país, obteve em 1993 um lucro líquido de CR$85,315 bilhões (US$261 milhões). Esse resultado provocou uma rentabilidade patrimonial de 13,4% e sobre ele o banco distribuiu dividendos no total de CR$25,311 bilhões, ou 30% do lucro declarado, beneficiando mais de 75 mil acionistas. O resultado foi ligeiramente maior que o declarado em 1992, ano em que o banco apurou um lucro equivalente a 12,3% do patrimônio líquido (GM).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar norte-americano para importação e exportação entre CR$467,36 e CR$467,37. No mercado paralelo o dólar teve o preço de CR$443,00 para compra e CR$450,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a CR$430,00 e CR$445,00. O dólar-turismo foi negociado a CR$445,00 para compra e CR$457,00 para venda em São Paulo e a CR$415,00 e CR$445,00 no Rio de Janeiro (GM).

IMPASSE NAS NEGOCIAÇÕES DE PATENTES COM OS EUA

A menos de um mês do prazo estipulado unilateralmente pelos EUA para resolver a controvérsia sobre proteção de propriedade intelectual com o Brasil, as negociações parecem ter chegado a um impasse e os dois países estão novamente em rota de colisão. Uma nova rodada de conversas, a quinta, começa hoje em Washington. Não há, porém, muito espaço para o entendimento em nenhum dos dois lados. O prognóstico, entre diplomatas norte-americanos, é que o diálogo entre os dois países vai piorar antes de melhorar.

DOIS MIL SINDICATOS CONTRA A REVISÃO

Onze confederações nacionais de trabalhadores, representando 163 federações, e mais de dois mil sindicatos de todo o país, lançaram ontem, na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, o Ato de Mobilização em Defesa da Constituição, assumindo, junto o PT, PSB, PDT e PC do B, o papel de coordenadores do movimento contra a revisão constitucional. Estamos ocupando o vácuo de mobilização deixado pelas centrais
77859 sindicais, que não se posicionaram em relação à revisão

CNBB CONDENA A REVISÃO CONSTITUCIONAL

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Luciano Mendes de Almeida, afirmou ontem, em Belo Horizonte (MG), que é contrário à revisão constitucional: "É bom que não aconteça. Não é o momento para reforma, não há tempo hábil". Dom Luciano teme que haja lobby de grupos nos quais "há muito dinheiro circulando". Ele ressaltou que a revisão nada tem a ver com a eleição presidencial e disse que os grupos que pressionam para que a revisão aconteça "não estão pensando em nada, além de seus imediatos interesses".

PROJETO APÓIA PEQUENOS JORNALEIROS

O jornal "Rio-Notícias Comunitárias" lançou ontem o projeto Menino do Boné, que há três meses emprega 36 menores, de 10 a 17 anos, de ambos os sexos, como pequenos jornaleiros no Rio de Janeiro (capital). O projeto garante aos adolescentes uniforme, bolsa-auxílio de meio salário-mínimo, tratamento médico-dentário, material escolar e possibilita a prática de esportes.

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