CRESCEM AS EXPORTAÇÕES PARA OS EUA

Segundo dados da CACEX (Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil), nos últimos anos, a tendência das exportações brasileiras para os EUA é de crescimento. As exportações dirigidas àquele mercado, de US$6,174 bilhões, em 1986, saltaram para US$7,116 bilhões em 1987, registrando um crescimento de 15,2%. De acordo com a CACEX, apesar das ameaças de retaliações a produtos brasileiros, só nos cinco primeiros meses deste ano, o Brasil já exportou para os EUA quase a metade do total vendido no ano passado, ou, exatamente, 45,7%.

FIERGS PROPÕE CÂMBIO LIVRE PARA EXPORTAÇÃO

A FIERGS (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul) enviou correspondência ontem ao Ministério da Fazenda propondo a instituição de câmbio livre, como forma de beneficiar as exportações brasileiras, prejudicadas pela defasagem cambial, já que hoje chega a 40% a diferença entre o dólar norte-americano oficial e o paralelo.

ZONA FRANCA DE MANAUS EXISTIRÁ ATÉ O ANO 2013

O plenário do Congresso Constituinte aprovou ontem por 294 votos contra cinco e seis abstenções emenda do deputado Bernardo Cabral (PMDB/AM) que mantém, durante os próximos 25 anos, ou seja, até o ano 2013, intactas as características da Zona Franca de Manaus como área de livre comércio de exportação e de importação. Pela emenda, a Zona Franca continuará gozando dos atuais incentivos fiscais, e os critérios que disciplinam a aprovação de projetos nela só poderão ser modificados mediante lei federal (JB) (FSP).

BC DILATA PRAZO DE FINANCIAMENTO A AGRICULTORES

O Banco Central divulgou ontem a "Resolução 1.491" adiando para o próximo dia 31 de julho o prazo para formalização de financiamentos para a manutenção familiar de mini e pequenos produtores rurais que foram comprovadamente prejudicados pela estiagem ocorrida em determinadas regiões dos estados da região sul do país durante a safra de verão 1987/1988. O limite de financiamento permanece o mesmo: Cz$17.567,00 e Cz$8.946,00 (por mutuários e dependentes) (FSP).

CONGRESSISTAS CRIAM ÓRGÃO PARA RESISTIR À RENEGOCIAÇÃO

Os congressistas brasileiros decidiram ontem criar obstáculos à renegociação da dívida, conduzida pelas autoridades econômicas à renegociação da dívida externa, conduzida pelas autoridades econômicas do Executivo. Durante o "1o. Encontro Nacional sobre a Dívida Externa", realizado ontem, em Brasília, foi criado o "Comando nacional de resistência à captulação na questão da dívida", liderado pelo governador da Bahia, Waldir Pires (PMDB).

APROVADA AUDITORIA PARA DÍVIDA EXTERNA

O plenário do Congresso Constituinte aprovou ontem a realização de uma auditoria para a dívida externa brasileira, através de uma comissão mista do Congresso Nacional, que terá prazo de um ano, após a promulgação da nova Carta, para fazer o exame "analítico e pericial dos atos e fatos geradores do endividamento externo brasileiro" (O Globo).

PAÍSES INDUSTRIALIZADOS PROMETEM ALIVIAR PESO DA DÍVIDA

Os dirigentes dos sete países mais industrializados (EUA, Japão, Canadá, Alemanha Ocidental, Itália, França e Grã-Bretanha) encerraram ontem, em Toronto (Canadá), a sua 14a. reunião anual na qual decidiram manter as atuais políticas macroeconômicas, além da promessa de tomar medidas para aliviar o peso da dívida externa dos países mais pobres.

MINISTRO ANUNCIA ACORDO COM OS CREDORES

O ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, anunciou ontem que o Brasil concluiu "o melhor acordo de renegociação da dívida externa já feito por um país do Terceiro Mundo". O ministro não quis dar detalhes do acordo, disse que eles serão conhecidos em breve através de um comunicado conjunto simultâneo entre o comitê assessor dos bancos credores, em Nova Iorque (EUA), e o governo brasileiro.

COTAÇÃO DAS BOLSAS DE VALORES

A BVRJ (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro) fechou ontem em baixa de 4,3%, com o volume de negócios atingindo Cz$34,212 bilhões (27,4% maior que o resultado do pregão anterior). Em São Paulo, o Índice BOVESPA (Bolsa de Valores do Estado de São Paulo) fechou em baixa de 3,4%, com o volume de negócios atingindo Cz$6,334 bilhões (38,9% inferior ao resultado do dia anterior) (FSP).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

O Banco Central desvalorizou o cruzado ontem em 0,8248%. O dólar norte-americano está cotado, hoje, no câmbio oficial, a Cz$183,35 para compra e a Cz$184,27 para venda. As minidesvalorizações acumuladas desde o início do ano somam agora 156,95% (GM).

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