MINISTRO NÃO DESCARTA OBTENÇÃO DE EMPRÉSTIMO-PONTE

O governo brasileiro poderá recorrer a um empréstimo-ponte dos bancos internacionais para arcar com os juros devidos aos credores privados no mês de abril deste ano. Quem admitiu isso foi o ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, em entrevista concedida anteontem em São Paulo. O ministro disse ainda que outra alternativa é antecipar a ampliação das linhas de curto prazo com que se comprometeram os bancos privados no acordo de reescalonamento da dívida externa.

COTAÇÃO DAS BOLSAS DE VALORES

A BVRJ (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro) fechou ontem em baixa de 1,3%, com o volume de negócios atingindo Cz$26,853 bilhões (106% superior ao resultado do último pregão). Em São Paulo, o Índice BOVESPA (Bolsa de Valores do Estado de São Paulo) fechou em alta de 0,7%, com o volume de negócios atingindo Cz$10,363 bilhões (FSP).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

O Banco Central desvalorizou o cruzado ontem em 0,8261%. O dólar norte-americano está cotado, hoje, no câmbio oficial, a Cz$181,85 para compra e a Cz$182,76 para venda. As minidesvalorizações acumuladas desde o início desde ano somam agora 154,84% (GM).

FRANCO MONTORO DEIXA O PMDB PARA FORMAR NOVO PARTIDO

O ex-governador de São Paulo, Franco Montoro, entregou ontem ao presidente do PMDB, deputado Ulysses Guimarães (SP), carta desligando-se oficialmente do partido. O ex-governador vai participar da formação do Partido Democrático Popular (PDP), que abrigará dissidentes pemedebistas (JB).

GOVERNO QUER ADIAR DECISÃO SOBRE DÍVIDAS

O governo federal decidiu ontem não apresentar proposta alternativa à concessão de anistia aos pequenos e médios empresários e produtores rurais que contraíram dívidas junto ao setor bancário durante o Plano Cruzado, deixando toda a responsabilidade da decisão à Assembléia Nacional Constituinte. Ficou aprovada, porém, a estratégia de adiamento da votação das emendas para daqui a oito ou 10 dias, prazo previsto para o encerramento das votações das Disposições Transitórias.

PRESIDENTE FAZ ELOGIOS A EX-MINISTRO-CHEFE DO EMFA

O presidente José Sarney fez ontem elogios ao tenente-brigadeiro Paulo Roberto Camarinha, ex-ministro-chefe do EMFA (Estado-Maior das Forças Armadas)-- que demitiu no último dia 16-- ao dar posse ao novo ministro, almirante-de-esquadra Valbert Lisieux Medeiros de Figueiredo.

CHEFE DO EMFA DIZ QUE DARÁ CONTINUIDADE AO TRABALHO

Em sua primeira entrevista coletiva como ministro-chefe do EMFA (Estado-Maior da Forças Armadas), o almirante-de-esquadra Valbert Lisieux Medeiros de Figueiredo disse que não "pretente implantar uma nova filosofia, dando continuidade à atual", estabelecida pelo seu antecessor, tenente-brigadeiro Paulo Roberto Camarinha. "Os trabalhos andarão normalmente, como estão sendo feitos", disse ele.

DEPUTADO DEFENDE A VOLTA DO BIPARTIDARISMO

O deputado federal Roberto Cardoso Alves (PMDB/SP), um dos líderes do Centrão, defendeu ontem, em São Paulo, o retorno do país ao bipartidarismo. Segundo ele, o "multipartidarismo é nocivo à vida partidária". Para o deputado, os partidos políticos não são peças-chaves na consolidação das instituições democráticas por serem extremamente frágeis e o gênio do brasileiro ser indisciplinado (FSP).

LIMINAR PÕE FIM AO BLOQUEIO DE CONTA DO METRÔ DO RJ

O governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco (PMDB), anunciou ontem que a Companhia do Metropolitano (Metrô) ganhou uma liminar através de mandado de segurança para ter suas contas desbloqueadas pelo Banco Central. Com a liminar, o órgão pode voltar a operar com o Banco do Brasil, o BANERJ (Banco do Estado do Rio de Janeiro) e a CEF (Caixa Econômica Federal). O bloqueio foi decretado no último dia 16 e a explicação dada pelo BC foi o não pagamento, por parte dos governos passados, das dívidas externas contraídas para a implantação do sistema nos anos de 1977 a 1982.

ENTIDADE EMPRESARIAL CONDENA EMENDA SOBRE ANISTIA

O presidente da Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas Industriais (ANAPEMEI), Claudio Rubens Ribeiro Pereira, disse ontem, em Santo André (SP), que sua entidade é contra a emenda Mansueto de Lavor, que concede anistia da correção monetária às pequenas e microempresas endividadas durante o Plano Cruzado. "O que nós defendemos é a revisão dos contratos de empréstimos, aplicando-se correção monetária proporcional", disse ele (FSP).

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