CONGRESSISTAS CRIAM ÓRGÃO PARA RESISTIR À RENEGOCIAÇÃO

Os congressistas brasileiros decidiram ontem criar obstáculos à renegociação da dívida, conduzida pelas autoridades econômicas à renegociação da dívida externa, conduzida pelas autoridades econômicas do Executivo. Durante o "1o. Encontro Nacional sobre a Dívida Externa", realizado ontem, em Brasília, foi criado o "Comando nacional de resistência à captulação na questão da dívida", liderado pelo governador da Bahia, Waldir Pires (PMDB). A intenção é evitar que saia um acordo com os credores da dívida, sem antes passar pelas duas casas do Congresso Nacional. O "Comando de resistência" conta com o apoio de parlamentares de praticamente todos os partidos políticos, além de representantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), da CGT (Central Geral dos Trabalhadores), Conselho Federal de Economia, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), entre outras. Pelo lado político-partidário, o comando conta com o apoio da Frente Parlamentar Nacionalista. A primeira etapa da estratégia do Comando de resistência consistirá em motivar todos os partidos políticos já representados nas duas comissões da dívida externa do Senado Federal e da Câmara dos Deputados a apoiarem uma "auditoriá em toda a dívida externa brasileira. O "Comando de resistência" quer a suspensão dos pagamentos dos juros, ou seja, a reedição da moratória unilateral, tal como determinado na época em que o empresário Dílson Funaro foi ministro da Fazenda. Para que a moratória seja novamente alcançada, o "Comando de resistência" vai propor aos partidos que o apoiarem a realizar uma campanha de mobilização nacional (JC).