A FIERGS (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul) enviou correspondência ontem ao Ministério da Fazenda propondo a instituição de câmbio livre, como forma de beneficiar as exportações brasileiras, prejudicadas pela defasagem cambial, já que hoje chega a 40% a diferença entre o dólar norte-americano oficial e o paralelo. Segundo o presidente da entidade, Luiz Carlos Mandelli, 50% do total das exportações seriam negociados no câmbio oficial do dólar, enquanto o restante ficaria a cargo do câmbio livre, que "não deve ser confundido com black, que é clandestino". Para o empresário, o ideal seria permitir o câmbio livre em sua totalidade, como acontece nos países industrializados desenvolvidos (FSP).