MANTIDO O REAJUSTE BIMESTRAL DO SALÁRIO-MÍNIMO

O "Diário Oficial" da União trouxe na edição de ontem a republicação da medida provisória 154, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Fernando Collor de Mello, mantendo agora o reajuste bimestral do salário-mínimo. O reajuste havia sido estabelecido através de acordos entre os líderes partidários, com o aval do governo, mas foi vetado por Collor no último dia 12. Depois de pressões das lideranças políticas, o presidente voltou atrás e resolveu publicar a correção (FSP).

COLLOR AINDA NÃO FEZ UM CORTE EFETIVO NOS GASTOS PÚBLICOS

A reforma administrativa anunciada pelo presidente Fernando Collor de Mello ainda não provocou um efetivo corte nos gastos públicos. O governo afirmou que demitiria 28 mil funcionários públicos. Até agora só foram dispensados 2.479. A Secretaria da Administração não tem um levantamento dos funcionários "disponíveis" nem mesmo nas estatais já extintas. Ao anunciar o "fim das mordomias", o presidente prometeu leiloar 900 carros oficiais em Brasília. Agora o governo já fala em recolher apenas 750 veículos. No Rio de Janeiro, órgãos extintos ainda mantém seus carros.

FERROVIÁRIOS DISCUTIRÃO POSSIBILIDADE DE GREVE

Os ferroviários vão discutir hoje, no Rio de Janeiro, às 18 horas, na gare da Central do Brasil, a possibilidade de greve, a partir de zero hora, em protesto contra a falta de pagamento. Eles nem chegaram a receber a segunda parcela de 50% do salário de março e não terão o salário do mês de abril (JB).

COLLOR ANUNCIA SEGUNDA FASE DO PROGRAMA

Ao analisar o primeiro mês do plano econômico, o presidente Fernando Collor de Mello anunciou o início da segundaa fase do programa de estabilização com a promessa de liberação gradual de recursos para a economia (JB).

ZÉLIA E ERIS DEVEM IR À REUNIÃO ANUAL DO FMI

A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, deverá comparacer à reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), marcada para o dia 2 de maio, em Washington (EUA), possivelmente acompanhada do presidente do Banco Central, Ibrahim Eris. Lá, a ministra acertará com o diretor- gerente do Fundo, Michel Camdessus, a vinda de uma missão técnica ao Brasil, para negociar um acordo entre o Brasil e a instituição (O Globo).

LUTZENBERGER DIZ QUE SARNEY FINANCIOU A DEVASTAÇÃO

Em sua primeira apresentação, o secretário especial do Meio Ambiente, José Lutzenberger, disse ontem, em Washington (EUA), que o governo Sarney financiou a devastação da Amazônia por ganância e ignorância. A antiga administração não tinha idéia, segundo ele, das riquezas que tinha em mãos. Lutzenberger informou também que pedirá ao presidente Fernando Collor de Mello para engavetar todos os projetos de construção de grandes usinas hidrelétricas.

COLLOR DEVERÁ REEDITAR MEDIDAS NÃO VOTADAS

O presidente Fernando Collor de Mello deverá reeditar com modificações as Medidas Provisórias 170, 172, 173 e 174, que não foram votadas ontem por falta de quorum e cujo prazo de validade termina hoje.

REDE FERROVIÁRIA DIZ ESTAR SEM DINHEIRO PARA SALÁRIOS

A Rede Ferroviária Federal voltará a atrasar, em abril, o pagamento dos seus 59 mil empregados em todo o país. O salário de março foi pago em duas parcelas, num total de Cr$2,3 bilhões. A empresa também está atrasada no depósito dos encargos sociais e há anos vem rolando dívidas calculadas hoje em Cr$21 bilhões. As informações foram dadas ontem pelo presidente da Rede, Mário Chiesa, a 18 dirigentes de sindicatos (O ESP).

PLANO COLLOR E FMI DIVERGEM

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou em 10,5% do PIB o déficit fiscal operacional do Brasil no ano passado. O número, resultado de uma avaliação preliminar, está 2,5% acima do que serviu de base para elaboração do plano econômico do governo Collor e indica um espaço de manobra menor do que as autoridades haviam inicialmente calculado para eliminar o déficit público.

CNBB SE REUNIRÁ EM ITAICI NO DIA 25

A partir do dia 25, os bispos brasileiros estarão reunidos em Itaici (SP), para a 28a. Assembléia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), que terá como tema central este ano "Educação para todos, um direito negado". No documento-base preparado pela CNBB sobre o encontro, a entidade alerta especialmente para o aumento do número de analfabetos no Brasil a partir de 1988 e para o problema da evasão escolar.

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