Enviado por admin em ter, 17/04/1990 - 00:00
Na primeira semana de abril, 11.916 trabalhadores foram dispensados pela indústria paulista. Com isso, o nível de emprego caiu 0,58%, algo preocupante para o diretor do Departamento Sindical da Federação das Indústrias de São Paulo, Roberto Della Manna (FSP).
Enviado por admin em ter, 17/04/1990 - 00:00
O setor de construção civil no Estado de São Paulo teve um aumento de 0,63% no nível de emprego em março em comparação com fevereiro deste ano, o que representou a contratação de 7,1 mil trabalhadores. O emprego foi sustentado pelas obras públicas, que representam 52% do setor, e pelas construções industriais e comerciais, 37%, que juntas admitiram 15,1 mil pessoas, ou 3,95% mais do que em fevereiro. A área imobiliária, 11% do setor, demitiu 8 mil trabalhadores, uma queda de 1,85% (FSP).
Enviado por admin em ter, 17/04/1990 - 00:00
As taxas de juros do over caíram ontem para 4,62% ao mês sofrendo uma retração de 4,59% em relação ao juro praticado no último dia 11 (9,21% ao mês). O BTN fiscal continua projetando uma inflação zero para abril. O rendimento diário do over passou a ser de 0,154% para as empresas e de 0,0974% para as pessoas físicas (FSP).
Enviado por admin em ter, 17/04/1990 - 00:00
O Índice do Custo de Vida da Classe Média (ICVM) registrou alta de 84,38% no mês de março. Calculado pela Ordem dos Economistas de São Paulo, o indicador acumula um aumento de 450% no primeiro trimestre e de 6.144% nos últimos 12 meses. O item educação, com alta de 129,1%, liderou os aumentos apontados pelo ICVM no mês passado e os acumulados nos últimos 12 meses, com 12.180%. A segunda maior elevação de preços em março foi registrada pelo grupo habitação (102,8%). O grupo transportes também exerceu pressão altista no ICVM, acusando aumento de 93,9% (FSP).
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Líderes sindicais criticaram ontem a decisão do governo de prefixar os salários de abril sem reajustes. Segundo Vicente Paulo da Silva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, isso colocará os sindicatos na defensiva. "Em vez de negociarem aumentos reais, os trabalhadores terão que lutar pela reposição de perdas", disse. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jair Meneghelli, disse não estar surpreso com o índice zero. "Faz parte da lógica do plano do governo".
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Os presidentes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Mário Amato, e da Federação do Comércio (FECESP), Abram Szajman, aprovaram a prefixação em zero do reajuste salarial e a redução das taxas de juros no overnight. Na FIESP, a ausência de correção salarial em abril foi um "alívio" para as empresas, mas ainda insuficiente para evitar demissões, segundo o diretor do Departamento Sindical, Roberto Della Manna (FSP).
Enviado por admin em ter, 17/04/1990 - 00:00
O governo caiu no conto da inflação zero, reagiu o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Luiz Antonio de Medeiros, ao criticar a prefixação dos salários de abril. Para Medeiros, o governo Collor deveria levar em conta a experiência do Plano Cruzado e estabelecer metas mais realistas. "Não existe inflação zero", sentenciou. Na sua opinião, o governo deveria "dar alguma coisa, fazer um gesto para oss trabalhadores". Também defendeu reajustes "para alguns preços defasados".
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Os contribuintes paulistas estão pagando este ano cerca de US$82,4 milhões para garantir aposentadoria de 583 ex-deputados estaduais beneficiados pela Carteira de Previdência da Assembléia Legislativa de São Paulo. Este total representa o déficit acumulado em 89 mais o previsto para 90 e equivale a 93% dos gastos da Carteira, que são cobertos com verbas do Estado. Seria o bastante para construir 39.815 casas populares. Um deputado estadual se aposenta depois de oito anos de contribuição para a Carteira (FSP).
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O presidente Collor quer transformar as discussões sobre a reavaliação
29350 da política nuclear brasileira em algo inédito, abrindo a questão à
29350 opinião da sociedade civil organizada, disse o porta-voz do Palácio do Planalto, Cláudio Humberto Rosa e Silva. Segundo ele, o presidente recomendou ao grupo de trabalho designado para estudar a política nuclear que a sociedade "seja ouvida num processo transparente" (FSP).
Enviado por admin em ter, 17/04/1990 - 00:00
O ministro da Justiça, Bernardo Cabral, disse ontem que o presidente Fernando Collor de Mello não pretende interferir nas eleições estaduais e que a intervenção do governo deve ser para fortalecer os partidos para o parlamentarismo. A Constituição determina a realização, em 1993, de plebiscito para a escolha da forma de governo. Se adotado o parlamentarismo, em substituição ao presidencialismo, Collor se tornará o primeiro chefe de Estado do novo regime, já que seu mandato se encerra em março de 1995 (FSP).
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