O Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou em 10,5% do PIB o déficit fiscal operacional do Brasil no ano passado. O número, resultado de uma avaliação preliminar, está 2,5% acima do que serviu de base para elaboração do plano econômico do governo Collor e indica um espaço de manobra menor do que as autoridades haviam inicialmente calculado para eliminar o déficit público. Ao anunciar o Plano Collor, dia 16 de março, a ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, informou que sua equipe partiu de um déficit fiscal de 8% em 1989 e fixou como objetivo fechar 1990 com um saldo de 2% do PIB nas contas do governo, realizando um ajuste de 10% (O ESP).