FIESP DIZ QUE NÃO PODE PAGAR IMPOSTO

A indússtria paulista não dispõe de recursos necessários para pagar seus impostos. Diante disso, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) enviou telex ontem ao Ministério do Trabalho e Previdência Social e ao governo do estado de São Paulo, solicitando a prorrogação dos prazos para recolhimento, respectivamente, das contribuições à Previdência Social e do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

INDÚSTRIA FLUMINENSE SOFRE QUEDA ACENTUADA

Os indicadores industriais de março, levantados pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), revelam um quadro de nítida retração no estado. Em relação a igual mês do ano passado, houve queda de 28,7% no valor real das vendas, de 4% das horas trabalhadas na produção e de 1,4% no nível de emprego. O salário real mostrou recuperação, de 6,1%, em consequência da retração da inflação na segunda quinzena do mês (JC).

METANOL CONTINUA PROIBIDO NO RJ E ES

O uso do metanol como combustível continua proibido nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Depois de conceder duas liminares contra a distribuição da mistura álcool-metanol-gasolina, no fim do ano passado, o juiz da 30a. Vara Federal-- que ainda ocupa interinamente, a 18a. Vara Federal-- Alfredo França Neto, deu parecer favorável ontem às ações contra a liberação do metanol, movidas pela Assembléia Permanente em Defesa do Meio Ambiente e pela Procuradoria Geral do Estado (JC).

BISPO DA IGREJA UNIVERSAL VAI DEPOR NA DELEGACIA

O delegado Ribeiro Franco, da 18a. DP, na Praça da Bandeira, pretende ouvir amanhã, o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, sobre os incidentes ocorridos durante o culto realizado no último dia 13 no Maracanã, no Rio de Janeiro. O bispo, suspeito de charlatanismo, curandeirismo e de remessas ilegais de dinheiro para o exterior, poderá responder inquérito pela morte de Maria Pureza da Silva, de 68 anos, que morreu de ataque cardíaco. Outras 70 pessoas ficaram feridas durante o culto (O Dia).

MAGRI DESMENTE EXTINÇÃO DO IMPOSTO SINDICAL

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri, classificou ontem como improcedente a informação de que estaria concluindo um projeto de lei extinguindo o imposto sindical. Segundo ele, esse assunto só poderia ser abordado, se fosse o caso, em 1993, quando será feita uma revisão da Constituição (O Dia).

PREFIXAÇÃO DE SALÁRIO DEVE FICAR ABAIXO DE 5%

O governo define hoje o índice de prefixação para a correção dos salários este mês. O percentual ficará abaixo dos 5% na estimativa do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Eduardo Modiano, e compatível com a evolução dos preços medida pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (FIPE) e pelo DIEESE (JB).

GOVERNO DIZ QUE CONGRESSO CONTINUARÁ DANDO SEU APOIO

O governo não acredita que o Congresso Nacional tenha força para derrubar os vetos feitos pelo presidente Fernando Collor de Mello nas medidas provisórias, que integram o Plano Brasil Novo. "A maioria, que deu vitória ao governo, vai repetir este apoio", garantiu o líder do governo na Câmara, deputado Renan Calheiros (PRN-AL) (JB).

MAGRI IRÁ PROPOR FIM DO IMPOSTO SINDICAL

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri, está concluindo um projeto de lei, a ser enviado ao Congresso na próxima semana, extinguindo da legislação trabalhista o imposto sindical. O imposto é arrecadado pela CEF e gera uma receita anual de US$70 milhões, distribuídos entre sindicatos (60%), federações (15%) e confederações (5%), ficando os 20% restantes para o governo.

COLLOR PROIBIU SEUS MINISTROS DE NOMEAREM

O presidente Fernando Collor de Mello proibiu seus ministros de nomearem, até segunda ordem, ocupantes de cargos de segundo e terceiro escalões. Assessores do governo disseram que a decisão-- tomada três dias depois de a ministra Zélia Cardoso de Mello publicar no Diário Oficial uma portaria preenchendo cargos vagos na área econômica-- foi uma forma de o presidente influir diretamente na escolha dos nomes, a fim de manter pessoas de sua confiança também nesses escalões (O Globo).

MAGRI PRETENDE DESCENTRALIZAR PAGAMENTO DO SEGURO

O ministro do Trabalho e da Previdência Social, Antônio Rogério Magri, informou ontem que pretende descentralizar o pagamento do seguro- desemprego, criando postos de atendimento nos bairros de São Paulo. Com esta medida, o governo quer evitar filas. A criação dos postos de atendimento será estendida a outros estados (O Globo).

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