O governo adiou ontem a venda de Certificados de Privatização (CPs) para o dia 16 de julho. Os títulos, criados com o Plano Collor para seram comprados obrigatoriamente pelas instituições financeiras, seguradoras e fundações de previdência, deviam ser lançados no próximo dia 15. Foram motivos do adiamento a pressão dos governos estaduais e a possibilidade de os bancos oficiais dos estados contestarem os CPs na Justiça, sob alegação de que contrariam as constituições estaduais. Segundo o Banco Central e o Ministério da Economia, o adiamento atende a pedido de bancos e outras instituições financeiras, que apresentaram sugestões para regulamentação da venda dos CPs. O governo espera obter o equivalente a US$7 bilhões com os CPs, que servirão como moeda para os leilões de venda de estatais do programa de privatização (FSP).