SUL AMÉRICA DIVIDIRÁ LUCRO COM EMPREGADOS

O Grupo Sul América, que faturou US$1,45 bilhão (cerca de Cr$278,4 bilhões) no ano passado, decidiu ingressar no rol de empresas que distribuem lucro aos funcionários. A partir deste exercício, seus 9,5 mil empregados terão direito a 10% do resultado líquido da corporação, rateio que adotará como critério o tempo de serviço, a faixa salarial e a produtividade de cada núcleo-- além da seguradora, seu carro-chefe, o grupo atua com banco, financeira, agropecuária e títulos de capitalização (O Globo).

CONTRATOS PARA CONSTRUÇÃO DE 4.113 CASAS POPULARES

O governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco (PMDB), assinou ontem contrato com a CEF (Caixa Econômica Federal) para o financiamento da construção de 4.113 casas populares em Campos, Cambuci, Porciúncula, São Pedro Da Aldeia, Nova Iguaçu e em Campo Grande, no Grande Rio. O valor do contrato não foi revelado. Com a construção dessas casas o governador completa sua administração com a marca de 10.359 moradias (O Globo).

HOTEL NACIONAL PEDE CONCORDATA

Dois dias após a concordata da coligada Horsa Hotéis Reunidos Ltda., a Hotéis e Turismo Guanabara S/A (HTG), proprietária do Hotel Nacional Rio, do Rio de Janeiro, de cinco estrelas, entrou com pedido de concordata preventiva na 2a. Vara de Falências e Concordatas de Belo Horizonte (MG). A empresa teve prejuízo de Cr$86,2 milhões em 1990, e a maior parte de suas dívidas, de Cr$400 milhões, é para com a Horsa (O Globo).

VEROLME REABRE APÓS ACORDO COM METALÚRGICOS

O Estaleiro Verolme, de Angra dos Reis (RJ), retoma hoje suas atividades, após estar paralisado, por decisão da diretoria, desde o dia quatro de janeiro. Ontem, o presidente interino do estaleiro, Tsunehiko Higuchi, fechou acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos para liberação dos Cr$54 milhões que haviam sido bloqueados no Banco do Brasil pelo sindicato.

ARMADOR DIZ QUE PORTARIA REPRESENTOU UM RETROCESSO

A portaria do Ministério da Infra-estrutura, que desregulamentou a navegação de longo curso, apesar de ter representado um avanço em inúmeros aspectos, na opinião de um armador que não quis se identificar, na parte operacional ela repesentou um retrocesso. Ao revogar a resolução no. 10.790, o Ministério da Infra-estrutura, na verdade acabou com os critérios técnicos que orientavam a seleção e o acompanhamento normativo das empresas do setor, acredita o armador.

COMEÇA A GUERRA NO GOLFO PÉRSICO

A guerra começou no Golfo Pérsico com intenso bombardeio de alvos estratégicos em Bagdá (capital do Iraque) e em outros pontos do país, e também no Kuwait ocupado, por ondas sucessivas de aviões norte-americanos e britânicos. As bombas que começaram a cair às 3h da madrugada de hoje (20h de quarta-feira, dia 16, no Brasil) tinham entre seus alvos o palácio de Saddam Hussein, centros de comunicação e refinarias de petróleo.

MINISTRO RECEBE DOSSIÊ DE EXTERMÍNIO DE MENORES

O ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, receberá hoje um documento do Movimento Nacional dos Meninos de Rua relatando seis casos de extermínio de crianças. Os casos descritos no documento ocorreram no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife (PE), Salvador (BA) e Manaus (AM) e, segundo o presidente do Movimento, Mário Volpi, servirão de subsídios para a apuração-- que ele espera seja "exemplar"-- destes e de outros casos de extermínio de crianças no Brasil (JC).

BRASIL COMEÇA A INSPEÇÃO NA ARGENTINA

Um grupo de técnicos brasileiros inicia, no próximo dia 21, em Buenos Aires, a primeira inspeção ao Sistema de Registro Central Nuclear Argentino. A inspeção ocorrerá com uma semana de atraso e 14 dias após uma visita realizada por técnicos argentinos ao Brasil. A troca de inspeções resulta de acordo assinado, em novembro do ano passado, pelos presidentes Fernando Collor e Carlos Menem. O acordo visa colocar sob controle bilateral todas as instalações nucleares, equipamentos e materiais físseis (urânio e plutônio) dos dois países (JC).

COMÉRCIO EXTERIOR NÃO MUDA COM A GUERRA NO GOLFO PÉRSICO

O secretário nacional de Economia, Edgard Pereira, anunciou ontem que o governo manterá o cronograma de abertura do comércio exterior, e que se a guerra do Golfo Pérsico trouxer qualquer risco para a balança comercial brasileira, o reequilíbrio será feito com a sobretaxação temporária das importações de supérfluos. Segundo as informações, a crise no Golfo Pérsico pode causar ao Brasil uma perda, em 1991, de cerca de US$4,5 bilhões à balança comercial.

IRB QUER SAIR DA REGIÃO DO CONFLITO

O IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) discutirá o cancelamento de contratos conjuntos que tem com duas empresas seguradoras de Israel e uma da Arábia Saudita, em razão da guerra no Golfo Pérsico. A informação é do coordenador de Colocação de Riscos no Exterior do IRB, Alexandre Costa e Silva. Desde a decretação do embargo econômico ao Iraque pela ONU, o valor do selo de cargas para a região do conflito subiu até 1.900%.

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