COMEÇA A GUERRA NO GOLFO PÉRSICO

A guerra começou no Golfo Pérsico com intenso bombardeio de alvos estratégicos em Bagdá (capital do Iraque) e em outros pontos do país, e também no Kuwait ocupado, por ondas sucessivas de aviões norte-americanos e britânicos. As bombas que começaram a cair às 3h da madrugada de hoje (20h de quarta-feira, dia 16, no Brasil) tinham entre seus alvos o palácio de Saddam Hussein, centros de comunicação e refinarias de petróleo. O Iraque não reagiu e, às 2h45m desta madrugada (no Rio de Janeiro) havia informações de que a Força Aérea iraquiana havia sofrido pesadas baixas ainda em terra. De acordo com as informações, teriam sido destruídos também centros de produção de armas químicas, a central atômica e as rampas de mísseis apontadas contra Israel. Nenhum avião das tropas aliadas foi atingido pelas defesas iraquianas, e a operação, batizada de Tempestade no Deserto, teve êxito considerado acima de todas as expectativas do comando norte-americano. Em pronunciamento pela televisão, o presidente George Bush justificou o ataque: "O mundo já não podia esperar mais". E relacionou seus objetivos: "Vamos eliminar arsenais nucleares, armas químicas, artilharias e tanques. Saddam Hussein tem de sair do Kuwait". Em Brasília, o presidente Fernando Collor convocou uma reunião de emergência do Ministério para hoje de manhã-- com a participação de representantes do Legislativo e do Judiciário-- para colocar em execução um pacote de 23 medidas que habilitem o país a conviver com os efeitos da guerra no Golfo Pérsico. O governo deverá decretar ainda hoje um aumento de 30% nos preços dos combustíveis e reduzir o horário de funcionamento dos postos de gasolina. A PETROBRÁS vai reprocessar nafta para ampliar imediatamente em 1.500 toneladas por dia a produção do gás de cozinha. A estatal possui 42 milhões de toneladas de barris de petróleo, quantidade considerada suficiente para assegurar o abastecimento interno durante 100 dias (O Globo) (JB).