PETROBRÁS CORTARÁ 50% DA IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO

A PETROBRÁS vai reduzir os gastos com as importações de petróleo, este mês, em quase 50% em relação aos últimos meses. A informação foi dada ontem pelo diretor financeiro da companhia, Carlos Thadeu de Freitas. Segundo ele, em janeiro, a empresa deverá gastar cerca de US$350 milhões, conta US$650 milhões, nos últimos meses. "Os gastos vão voltar aos níveis normais da PETROBRÁS, porque agora os estoques já estão altos.

COLLOR APROVA EMPRÉSTIMO AO LLOYD

O presidente Fernando Collor sancionou ontem projeto de conversão aprovado pelo Congresso Nacional que autoriza o Poder Executivo a conceder, através do BNDES, empréstimos no limite de Cr$12 bilhões ao Lloyd Brasileiro, com recursos do Fundo da Marinha Mercante. Os recursos serão destinados à liberação e à armação de navios do LLoyd que foram arrestados no exterior (O Globo).

GOVERNO BAIXARÁ PLANO DIRETOR DO MERCADO DE CAPITAIS

A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, anuncia em uma semana o Plano Diretor do Mercado de Capitais que será executado em quatro anos com o objetivo de elevar os investimentos no setor produtivo. Será adotado imediatamente um conjunto de 50 medidas de fomento ao setor de bens de capital e desregulamentação de procedimentos burocráticos. O governo estará criando novos tipos de investimentos no mercado de capitais para servir de alternativa de aplicação junto com as ações.

COLLOR AGRADECE E RECUSA OFERTA DE PETRÓLEO DA ARGENTINA

O presidente da Argentina, Carlos Saúl Menem, telefonou ontem ao presidente Fernando Collor, na condição de chefe de um Estado produtor de petróleo e gás, afirmando que estava colocando as reservas e estoques da Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF) e da Gas del Estado à disposição da estatal brasileira PETROBRÁS. Pelo tempo necessário durante o conflito no Golfo Pérsico, a partir de fevereiro. O presidente Fernando Collor agradeceu. E recusou: "Não será necessário", respondeu. Indicou que, ao menos no curtíssimo prazo, o Brasil tem o suficiente.

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar norte-americano para importação e exportação entre Cr$199,00 e Cr$200,20. No mercado paralelo o dólar teve o preço de Cr$215,00 para compra e Cr$217,50 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$213,00 e Cr$218,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$208,00 para compra e Cr$218,00 para venda em São Paulo e a Cr$207,00 e Cr$218,00 no Rio de Janeiro (GM).

OS JUROS NO "OVERNIGHT"

Os juros do "overnight" subiram seis pontos percentuais, elevando-se à média de 30,46% ao mês, em consequência da saída do sistema de Cr$140 bilhões, referentes a títulos federais. O Banco Central resgatou títulos antecipadamente, mas mesmo assim o mercado continuou subindo. As taxas dos CDBs também aumentaram, atingindo o nível mais elevado após a edição do Plano Collor. Para as aplicações por 32 dias corridos, a taxa média foi de 1.450% ao ano, compatível com um "over" a 36,77% ao mês (JC).

EDUCAÇÃO DO RJ RECEBE COTA DE CR$2,33 BILHÕES

O ministro da Educação, Carlos Chiarelli, autorizou ontem a liberação antecipada da primeira parcela do salário educação deste ano, no valor de Cr$13,88 bilhões. O Estado do Rio de Janeiro receberá Cr$2,33 bilhões, totalizando, desde o ano passado, Cr$10,254 bilhões. Nessa liberação, o Ministério da Educação iniciou um processo de ajustamento do montante destinado a cada região.

BRASIL PODERÁ ENVIAR FORÇA DE PAZ AO GOLFO PÉRSICO

O governo brasileiro já está se preparando para participar de uma eventual força de paz das Nações Unidas no Golfo Pérsico. Esse foi um dos principais assuntos discutidos ontem, no Itamaraty, entre os integrantes do grupo interministerial criado em agosto-- inclusive com a participação dos Ministérios militares-- para acompanhar a crise no Golfo. O grupo analisou também a situação dos navios brasileiros no Golfo, o problema do terrorismo e a adoção de medidas de segurança nos aeroportos, e, também, a segurança de embaixadas estrangeiras em Brasília, entre outros assuntos.

COLLOR PEDE AUSTERIDADE A GOVERNADORES

O presidente Fernando Collor pediu ontem austeridade nas despesas públicas aos governadores eleitos Antônio Carlos Magalhães, da Bahia, Luiz Antônio Fleury Filho, de São Paulo, Joaquim Francisco, de Pernambuco, e Hélio Garcia, de Minas Gerais. Ao reunir-se separadamente com cada um deles, Collor fez a mesma recomendação: "Por favor, não gaste mais do que o estado arrecada".

ATIVIDADE INDUSTRIAL CRESCE MENOS QUE A POPULAÇÃO DESDE 85

A indústria brasileira cresceu menos que a população nos últimos cinco anos. Dados divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a atividade industrial, na segunda metade da década de 80, ficou praticamente estagnada. Registrou aumento médio anual de 0,5%, expandindo-se apenas 2,3% entre 1985 e 1990, enquanto a população cresceu em média 2,1% por ano no período.

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