COMÉRCIO EXTERIOR NÃO MUDA COM A GUERRA NO GOLFO PÉRSICO

O secretário nacional de Economia, Edgard Pereira, anunciou ontem que o governo manterá o cronograma de abertura do comércio exterior, e que se a guerra do Golfo Pérsico trouxer qualquer risco para a balança comercial brasileira, o reequilíbrio será feito com a sobretaxação temporária das importações de supérfluos. Segundo as informações, a crise no Golfo Pérsico pode causar ao Brasil uma perda, em 1991, de cerca de US$4,5 bilhões à balança comercial. É o que acontecerá se os preços internacionais do petróleo se mantiverem no atual patamar nos próximos 12 meses e caso não haja redução do consumo nacional do produto. O secretário nacional de Economia disse também que o governo não abandonará o atual sistema de câmbio para retornar à política anterior de taxas controladas pelo Banco Central. Segundo ele, embora a guerra no Golfo Pérsico possa provocar uma alta na cotação do dólar norte- americano no mercado interno, não levará a área econômica a uma revisão da política cambial, porque diariamente se manterá uma avaliação comparativa entre a cotação da moeda no mercado externo, suas implicações internas e o preço das exportações brasileiras (JC) (FSP) (O Globo).