GOVERNO LIBERA CR$410 BILHÕES PARA O TRIGO

O Banco do Brasil libera a partir de hoje linha de crédito no valor de Cr$410 bilhões para custear plantações de trigo em sete estados este mês. Segundo o ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, o governo liberará o total de Cr$603,5 bilhões para incentivo ao trigo até setembro (FSP).

BRIZOLA PATROCINA VOLTA DE CAMELÔS

Os 20 mil camelôs do Rio de Janeiro emergiram como uma nova força política na cidade. Eles derrotaram o prefeito Marcello Alencar (PDT) e conquistaram de novo as ruas do centro, onde voltaram a vender seus produtos. O grande aliado dos camelôs foi o governador Leonel Brizola (PDT), que foi vaiado por eles no centro da cidade, na semana passada, e decidiu convencer o prefeito Marcello Alencar a liberar de novo as ruas.

RODOVIÁRIOS MANTÉM GREVE EM SÃO PAULO

Os motoristas e cobradores de São Paulo decidiram ontem, em assembléia, que vão desacatar a determinação da Justiça de retorno imediato ao trabalho. Eles resolveram também que vão retirar das ruas os 40% da frota que estavam circulando por determinação do TRT. Antes da assembléia, o TRT deterimnou o fim da paralisação, julgando abusivo o movimento. O TRT concedeu reajuste salarial de 89,49% em três parcelas. Também decidiu descontar os dias parados.

COLLOR DIZ QUE FALÊNCIA DO ESTADO GERA INSTABILIDADE SOCIAL

O presidente Fernando Collor admitiu ontem, durante o "Seminário de Articulação da Ação do Governo Federal", que reuniu por 10 horas o primeiro e o segundo escalões do governo e lideranças políticas, no Palácio do Planalto, que o país vive um clima de instabilidade social em razão da falta de capacidade do Estado em atender às necessidades básicas da sociedade. "Na realidade, o Estado brasileiro faliu", disse. Para ele, essa situação desacredita o Estado e traz insegurança à sociedade.

LIMINARES DO ICMS NO RJ SÃO SUSPENSAS

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Sydney Sanches, suspendeu ontem todas as liminares concedidas pela Justiça do Rio de Janeiro, alterando a participação dos municípios fluminenses no ICMS. De acordo com o ministro, cerca de 74% das cidades do estado estariam sendo prejudicadas na distribuição dos recursos arrecadados com o imposto.

CONSULTORIAS PARA EMBRAER, CSN E COSIPA SÃO DEFINIDAS

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), gestor do Programa Nacional de Desestatização, definiu ontem as empresas de consultoria que avaliarão e elaborarão o modelo de privatização da EMBRAER, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Cosipa. No caso da EMBRAER, a avaliação econômica, com análise de competitividade, alternativas de investimento e recomendação do preço mínimo das ações, será feito pelo consórcio Deloite Ross/Bureau Veritas.

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar para importação e exportação entre Cr$2.590,00 e Cr$2.590,55. No paralelo o dólar teve o preço de Cr$2.630,00 para compra e Cr$2.660,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro, de Cr$2.625,00 e Cr$2.650,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$2.620,00 para compra e Cr$2.660,00 para venda em São Paulo e a Cr$2.540,00 e Cr$2.630,00 no Rio de Janeiro (GM).

COMISSÃO QUER CRIAR IMPOSTO SOBRE CHEQUES

A comissão do ajuste fiscal quer criar o Imposto sobre Transações Financeiras (ITF), que teria uma alíquota inferior a 1% e incorporaria o FINSOCIAL, PIS/PASEP e outras contribuições. Empregados e empregadores continuariam pagando apenas a contribuição de folha à Previdência. O presidente da Comissão do Ajuste Fiscal, Ary Oswaldo Mattos Filho, acredita que a criação do ITF será um teste para a eficiência do Imposto Único. Ele prevê que o ITF poderá gerar um ganho de arrecadação em relação ao FINSOCIAL e PIS/PASEP.

UNIÃO TERÁ QUE PAGAR DÍVIDA DE US$153 MILHÕES

O governo federal terá de pagar uma indenização de US$153 milhões a três grandes empresas internacionais porque o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA)-- extinto no início do governo Collor-- não cumpriu contratos de exportação de 923 mil toneladas de açúcar. Esse prejuízo equivale a Cr$382 milhões. Agora o governo tem que pagar a dívida, não dá mais para protelar essa

AJUSTE FISCAL E PRIVATIZAÇÃO SÃO PRIORIDADES

O governo lança hoje uma nova ofensiva para envolver a sua equipe e a classe política na defesa dos projetos que considera prioritários para garantir a estabilidade do país. A estratégia pretende aliviar as pressões pela liberação de recursos, convencer a nova equipe das dificuldades financeiras que o Tesouro enfrenta e convocá-la para uma ação efetiva junto ao Congresso Nacional, que viabilize a aprovação desses projetos.

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