SUPERÁVIT NO MERCOSUL É DE US$332 MILHÕES

A balança comercial entre o Brasil e os outros três países que integram o Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL)-- Argentina, Paraguai e Uruguai-- apresentou saldo positivo de US$332,4 milhões (Cr$1,06 trilhão) no primeiro trimestre, segundo dados divulgados pelo Departamento de Comércio Exterior (DECEX) do Ministério da Economia. O comércio com a Argentina foi o que mais contribuiu para o superávit: O país exportou US$549,06 milhões (Cr$1,75 trilhão) para a Argentina e importou US$301,22 milhões (Cr$964,8 bilhões).

CAIO EXPORTA PARA O MERCOSUL

A Caio, fabricante brasileira de ônibus, acaba de firmar contrato de exportação de 500 carrocerias para o Uruguai. Serão US$30 milhões em divisas (O ESP).

BRASIL E ARGENTINA DEFINEM ACORDO

Já está em implementação o primeiro acordo firmado entre empresários do setor químico e petroquímico do Brasil e da Argentina para o comércio bilateral de metanol. Através desse acordo, os dois países se comprometem, cada um, a comercializar entre si até 10 mil toneladas por ano de metanol para fins petroquímicos com tarifa zero de importação.

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar para importação e exportação entre Cr$3.202,60 e Cr$3.202,70. No paralelo o dólar teve o preço de Cr$3.370,00 para compra e Cr$3.410,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro, de Cr$3.400,00 e Cr$3.480,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$3.370,00 para compra e Cr$3.400,00 para venda em São Paulo e a Cr$3.280,00 e Cr$3.420,00 no Rio de Janeiro (GM).

PAIAKAN TEM AGORA PRISÃO DOMICILIAR

O juiz de Redenção (PA), José Maria Teixeira, converteu em domiciliar a prisão preventiva decretada contra o cacique caiapó Paulinho Paiakan, acusado de estuprar, torturar e tentar matar a estudante Letícia Ferreira, de 18 anos. A conversão, segundo o juiz, foi feita "para segurança do próprio indiciado e da sociedade". Teixeira admitiu a existência de ameaças de invasão da cidade (JB).

GOVERNO QUER EVITAR QUE COLLOR SEJA ATINGIDO PELA CPI

O governo federal iniciou uma articulação para tentar vitar que o presidente Collor seja atingido pessoalmente pela CPI do Congresso Nacional que apura denúncias contra o empresário Paulo César Farias. O presidente decidiu se manter afastado da troca de acusações. A tática prevê outros três pontos: a acelaração dos trabalhos da CPI-- com a convocação do Congresso para trabalhar no recesso de julho--, o esvaziamento do debate sobre impeachment e a tentativa de desqualificar quem depuser contra o Planalto na CPI.

ANALISTAS ARGENTINOS E O MERCOSUL

Os analistas argentinos que seguem de perto o processo de integração com o Brasil dentro do MERCOSUL se vêem cada dia mais preocupados. Num princípio marcavam notáveis assimetrias entre as políticas de um país e do outro. Hoje essas diferenças já se transladaram às cifras do comércio exterior: estima-se que a Argentina terá um déficit da balança comercial com o Brasil de cerca de US$1 milhão em 1992. Porém, essa situação é um dos aditivos necessários para que este seja o momento ideal para começar ótimos negócios dos dois lados da fronteira.

ARGENTINOS DE TUCUMÁN NEGOCIAM NO MERCOSUL

O governo da Província de Tucumán, no noroeste argentino, está empenhado numa agressiva campanha para multiplicar negócios e investimentos com o Brasil, Paraguai e Uruguai, os parceiros da Argentina no Mercado Comum do Sul (MERCOSUL).

BID QUER FINANCIAR A REGULARIZAÇÃO DE RESERVAS EXTRATIVISTAS

As reservas extrativistas criadas na Amazônia poderão a curto e médio prazos receber recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para trabalhos de demarcações e regularização fundiária. Idealizadas pelo Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), as reservas extrativistas criadas ainda não puderam se consolidar por falta de apoio governamental. Já liberamos US$500 mil para demarcação da reserva extrativista Chico
47753 Mendes, no Acre, e faremos todos os esforços para ampliar as linhas de

REGULAMENTAÇÃO DE PATENTES FICA MAIS RIGOROSA

Os seres vivos (animais e vegetais) resultantes da biotecnologia poderão ser patenteados e a indústria farmacêutica terá que se habituar a pagar royalties aos inventores estrangeiros de medicamentos. Essas são duas conclusões importantes do substitutivo apresentado ontem pelo deputado Ney Lopes (PFL-RN), relator do projeto que regulamenta a propriedade industrial no país. A proposta, que começará a ser votada na semana que vem pela Comissão Especial da Câmara que aprecia o assunto, torna mais rigorosa a regulamentação das patentes (JB).

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