BNDES LIBERA VERBA PARA FINANCIAMENTO DE CAMINHÕES

O BNDES liberou ontem US$150 milhões (Cr$480 bilhões no câmbio comercial) para financiamento de caminhões médios. Com esse dinheiro, o BNDES vai financiar 40% do valor do produto num prazo de 24 meses, juros de 12% ao ano e correção monetária pela TR. O anúncio da liberação foi feito pela secretária nacional de Economia, Dorothéa Werneck, e faz parte do acordo do setor automobilístico, que deve ser renovado na próxima semana. Segundo ela, os outros 60% serão financiados por bancos oficiais e privados (FSP).

TRABALHADORES RURAIS ACAMPAM EM RONCADOR

Cerca de 1.200 trabalhadores rurais sem-terra estão acampados em Roncador (430 km a noroeste de Curitiba, PR), em solidariedade a 46 famílias que ocupam, desde agosto de 1988, a fazenda Can-Can, de 718 hectares, naquele município. O movimento é um protesto à intervenção federal na área (FSP).

COLLOR APROVA NOVA VERSÃO SOBRE PROPRIEDADE INDUSTRIAL

O presidente Fernando Collor aprovou ontem o segundo substitutivo do deputado Ney Lopes (Bloco-RN), relator da comissão especial da Câmara sobre propriedade industrial (marcas e patentes), e discutiu com alguns ministros os possíveis efeitos da nova legislação sobre o mercado de medicamentos. Collor disse que vai sugerir em foros internacionais que se constitua um fundo com recursos dos países desenvolvidos para custear o acesso de camadas mais pobres da população aos remédios que venham a surgir com o desenvolvimento da biotecnologia.

BRASIL RECICLA APENAS 1% DO LIXO

Nos últimos 20 anos a população mundial cresceu menos que o volume de lixo por ela produzido, enquanto de 1970 a 1990, a população do planeta aumentou em 18%, a quantidade de lixo sobre a Terra passou a ser 25% maior. A mais recente pesquisa feita pelo IBGE sobre o problema do lixo no país revela que apenas 73% de todo o lixo produzido no Brasil são coletados. Desse total, mais de 86% ficam expostos a céu aberto. O lixo doméstico e o industrial são hoje grandes ameaças ao meio ambiente em todo o planeta.

BRASIL E BOLÍVIA BUSCAM EMPRÉSTIMO DE US$600 MILHÕES

O Ministério das Minas e Energia enviou a Washington (EUA) uma delegação que vai tentar obter dos cofres do BIRD, BID e do Eximbank japonês a contratação de recursos de até US$600 milhões. O dinheiro se destina à construção da primeira etapa do gasoduto que ligará Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, a São Paulo, no Brasil. O custo total da obra está estimado em US$1,2 bilhão. O governo espera obter a diferença junto à iniciativa privada nacional, com a participação da PETROBRÁS (GM).

FMI VAI ACOMPANHAR O AJUSTE FISCAL

Duas preocupações básicas acompanharam a missão de técnicos do FMI (Fundo Monetário Internacional) no seu retorno a Washington (EUA): o comportamento da receita fiscal, que não está se realizando dentro do nível esperado, e a trajetória que a inflação vai apresentar daqui para a frente. A missão voltou aos EUA no último dia 18, depois de permanecer durante três semanas em Brasília (DF) colendo dados sobre a economia brasileira.

BNDES AMPLIA FINANCIAMENTO

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) participará com uma fatia de financiamento de 70%, em vez dos 50% anteriores, do programa de reestruturação e racionalização empresarial, criado em setembro de 1991 e voltado ao apoio de operações de fusão, incorporação, aquisição, cisão de empresas, troca de acionistas majoritários e outras estratégias empresariais. O anúncio de ampliação desse programa foi feito ontem pelo presidente do BNDES, Eduardo Modiano, durante a comemoração dos 40 anos de atividade do banco.

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar norte-americano para importação e exportação entre Cr$3.230,70 e Cr$3.230,80. No mercado paralelo o dólar teve o preço de Cr$3.390,00 para compra e Cr$3.420,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$3.400,00 e Cr$3.450,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$3.380,00 para compra e Cr$3.410,00 para venda em São Paulo e a Cr$3.290,00 e Cr$3.430,00 no Rio de Janeiro (GM).

COLLOR CONCORDA COM FÓRUM PARA MERCOSUL

Não adianta querer ocultar nossas deficiências, proclamou o presidente Fernando Collor ao enfatizar a necessidade de o Brasil "produzir com qualidade aceitável e preços competitivos" para poder se integrar com sucesso ao MERCOSUL.

CRESCEM EXPORTAÇÕES DE SAPATO PARA A ARGENTINA

A intensificação da comercialização de calçados, facilitada pelas perspectivas abertas com o MERCOSUL, levará o Brasil a exportar quatro milhões de pares de sapatos para a Argentina até o fim deste ano, cifra muito superior aos 600 mil pares exportados em 1991. A informação é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Horst Volk. O Brasil, neste setor, poderá se tornar, progressivamente, na expectativa de Horst Volk, o principal parceiro comercial da Argentina, que normalmente importa 10 milhões de pares de calçados.

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