BID QUER FINANCIAR A REGULARIZAÇÃO DE RESERVAS EXTRATIVISTAS

As reservas extrativistas criadas na Amazônia poderão a curto e médio prazos receber recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para trabalhos de demarcações e regularização fundiária. Idealizadas pelo Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), as reservas extrativistas criadas ainda não puderam se consolidar por falta de apoio governamental. Já liberamos US$500 mil para demarcação da reserva extrativista Chico
47753 Mendes, no Acre, e faremos todos os esforços para ampliar as linhas de
47753 financiamento para a regularização das demais reservas extrativistas da
47753 Amazônia, revelou o presidente do BID, Enrique Iglesias. Para comprovar a atuação marcante do BID em questões ambientais, Iglesias destacou a liberação de US$22 milhões para o Fundo Nacional do Meio Ambiente e o sucesso do Programa de Meio Ambiente de atendimento às Comunidades Indígenas (Pmaci)-- implantado com recursos do banco na região de influência da rodovia BR-364, ligando Porto Velho (RO) a Rio Branco (AC)--, onde foram criadas áreas de proteção às comunidades indígenas, seringueiros e demais povos da floresta. Iglesias descartou também qualquer possibilidade do BID vir a financiar o prolongamento da rodovia BR-364, ligando o Brasil ao Oceano Pacífico através do Peru, projeto criticado por ambientalistas nacionais e internacionais. Iglesias confirmou que o Brasil receberá US$2 bilhões do BID nos próximos dois anos, principalmente para aplicar em projetos de saneamento básico (JB).