O governo da Província de Tucumán, no noroeste argentino, está empenhado numa agressiva campanha para multiplicar negócios e investimentos com o Brasil, Paraguai e Uruguai, os parceiros da Argentina no Mercado Comum do Sul (MERCOSUL). Liderando uma comitiva de 30 empresários, o governador de Tucumán, Ramon Bautista Ortega, passou os dois últimos dias em São Paulo onde fez contatos com representantes da FIESP, diretores da COPERSUCAR e fechou um convênio de cooperação industrial: "Queremos incentivar os brasileiros a se interessar pela Argentina e a investir na região de Tucumán", afirmou Ortega. Considerada uma das mais tradicionais províncias argentinas, Tucumán tem 40% de seu PIB lastreado em cana-de-açúcar e por isso torce para que Buenos Aires aprove um projeto de lei que autoriza a mistura de álcool à gasolina. "Seria um impulso para modernizarmos a indústria canavieira da Província", declarou o governador. Entusiasmado, ele também vê a possibilidade de empresariado e governo brasileiros transferirem para Tucumán a tecnologia do álcool combustível. Atualmente, Tucumán produz um milhão de toneladas de açúcar, mas seu principal produto de exportação são as frutas cítricas. O governador Ortega e seu ministro da Economia, Raúl Paulino Rios, também defenderam, no Brasil, a idéia de explorar um corredor ferroviário de carga que ligaria o Porto de Santos ao porto chileno de Antofasta, no Oceano Pacífico. "A infra-estrutura já existe, só falta a vontade política dos quatro países envolvidos para abrir uma linha comercial", afirmou o governador. Ele descartou a importância estratégica do empreendimento: "Ligaria exportações latino-americanas de costa a costa a um baixo custo". Hoje, a comitiva segue para Assunção (O ESP) (GM).