ESTATAIS LUCRATIVAS NÃO TERÃO CORTES

As empresas estatais lucrativas serão excluídas das medidas que o governo vai adotar-- cortes de custeio, investimentos e demissão de funcionários-- para compensar a inconstitucionalidade da Unidade de Referência de Preços (URP). O Palácio do Planalto considera a questão da URP praticamente perdida, embora o julgamento só deva ser concluído hoje pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

POLÍCIA REPRIME GREVE DOS FUNCIONÁRIOS DA FINOBRASA

Os trabalhadores da FINOBRASA (Fiação Nordeste do Brasil S/A), sediada em Fortaleza (CE), fizeram uma greve de 23 dias, durante o mês de maio, por melhores salários e condições de trabalho. A greve foi marcada pela violência policial onde 16 pessoas ficaram feridas. Não foram fornecidas outras informações (telex no.2596/CNBB).

RECURSOS PARA A COMERCIALIZAÇÃO DA SAFRA

O governo federal está disposto a destinar Cz$140 bilhões para a comercialização da safra em junho, mas os técnicos do Ministério da Agricultura já se mobilizam para que esses recursos sejam ampliados e alcancem o mesmo montante aplicado em maio, Cz$161 bilhões. Dos Cz$140 bilhões, serão destinados Cz$37 bilhões a AGF, Cz$65 bilhões a financiamento sob a forma de EGF e o restante a custeio agrícola (O Indicador Rural no.154).

PAÍSES INDUSTRIALIZADOS REÚNEM-SE EM TORONTO

Os governos dos EUA, Japão, Canadá, Alemanha Ocidental, França, Grã-Bretanha e Itália começam hoje, em Toronto, a discutir medidas para suavizar o impacto da dívida sobre a economia dos países mais pobres do Terceiro Mundo. "As sete maiores potências industriais do ocidente deverão decidir nova formas de intervenção a favor dos mais pobres", antecipou o anfitrião da XIV Reunião de Cúpula dos sete grabdes, o primeiro-ministro canadense, Brian Mulroney (O Globo).

CADERNETA VINCULADA SERÁ LANÇADA EM AGOSTO

A caderneta de poupança vinculada, que dá direito ao poupador, após 12 meses consecutivos de depósitos, ao financiamento da casa própria em valor proporcional aos depósitos realizados, estará no mercado, segundo o diretor de captação da Caixa Econômica Federal (CEF), José Carlos Teixeira, em agosto ou, no mais tardar, na primeira semana de setembro (JB).

REFORMA BANCÁRIA É EXAMINADA PELO BIRD

Os diretores do Banco Central Wadico Bucchi, da área bancária, e José Tupy Caldas de Moura, de fiscalização, seguiram para Washington, onde permanecerão uma semana, submetendo à aprovação do Banco Mundial (BIRD), o projeto final da reforma bancária. O BIRD financiará o projeto, com US$500 milhões, e o Banco Central espera vê-lo implantado num prazo de dois anos.

SARNEY DIZ QUE TEM O APOIO DOS MILITARES

O presidente José Sarney garantiu ontem, em São Paulo, que "a transição democrática se completa dentro deum clima de paz e segurança" e que, nesse processo, tem contado com a colaboração "dos políticos brasileiros e das Forças Armadas". As declarações de Sarney foram feitas no Palácio dos Bandeirantes, um dia após ele ter exonerado da chefia do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA) o brigadeiro Paulo Roberto Camarinha, por ter discordado da política salarial do governo (O ESP).

CAMARINHA ACHA QUE CAIU EM ARMADILHA

O ex-ministro-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Paulo Roberto Camarinha acredita que a entrevista que concedeu à Empresa Brasileira de Notícias (EBN) foi uma "armadilha" para tirá-lo do governo. O brigadeiro Camarinha foi exonerado pelo presidente José Sarney no último dia 16, após exame das suas declarações à EBN, criticando o ministro do Planejamento, João Batista de Abreu, e os poderes Legislativo e Judiciário.

BRIGADEIRO MÁRCIO DE SOUSA E MELO APÓIA CAMARINHA

O brigadeiro Márcio de Sousa e Melo, um dos integrantes da junta militar que governou o país de agosto a outubro de 1969, ao comentar a demissão do brigadeiro Paulo Roberto Camarinha, disse que "o Brasil hoje está como um barco sem leme que ninguém sabe onde irá parar" e precisa de "homens íntegros e de coragem moral", como o ex-chefe do EMFA (Estado-Maior das Forças Armadas) (JB).

EX-MINISTRO EVITA COMENTAR DEMISSÃO

O tenente-brigadeiro Paulo Roberto Camarinha, demitido da chefia do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA) por causa de suas críticas ao congelamento da URP para os servidores públicos federais, preferiu ontem manter silêncio. Seus assessores afirmaram que o ex-ministro comparecerá normalmente ao EMFA amanhã, participando da posse de seu sucessor, o almirante-de-esquadra Valbert Lisieux Medeiros de Figueiredo (O ESP).

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