PETROBRÁS PODERÁ TER GREVE GERAL

Os funcionários da PETROBRÁS podem entrar em greve geral por tempo indeterminado a partir do dia 24. A ameaça foi feita ontem pelo presidente do SINDIPETRO de Campinas e Paulínia, Wagner Lima. Segundo ele, a medida seria uma resposta à extinção da Petrobrás Comércio Internacional S.A. (INTERBRÁS) e a Petrobrás Mineração S.A (PETROMISA) (O Dia).

SUNAB PREPARA TABELÃO

Com base em levantamento feito no início da semana pela Polícia Federal, o governo através da SUNAB está preparando um tabelamento de preços que terá de ser cumprido pelos supermercados. O tabelão levará em conta os preços praticados no último dia 12. Os supermercados querem um dia de feriado (O Dia).

RESERVA DE MERCADO NÃO TEVE ALTERAÇÃO

A reserva de mercado de informática não foi alterada pelo Plano de Estabilização do governo Collor. Segundo o secretário executivo do Ministério da Economia, Eduardo Teixeira, quem quiser importar equipamentos de informática terá que seguir todos os trâmites atuais, conforme estabelece a Lei de Informática 7.232/84. A liberação da anuência prévia dos órgãos federais para a importação

MULTA POR ABUSO ECONÔMICO

As empresas que praticarem aumentos de preços acima do controle oficial ou as indústrias que promoverem mudanças superficiais em seus produtos, a chamada maquiagem industrial, para obter um ganho adicional em seus balancetes estão sujeitas, desde ontem, ao pagamento de multas que podem variar de Cr$185 mil a Cr$36 milhões. No caso dos reajustes de preços, no varejo ou atacado, as multas serão arbitradas entre Cr$185 mil e Cr$7,4 milhões. A maquiagem prevê penas ainda mais salgados, variáveis entre Cr$1,8 a Cr$36 milhões.

COLLOR ASSINA ACORDO COM MENEM

O presidente Fernando Collor de Mello assinou ontem com o presidente da Argentina, Carlos Menem, seu primeiro acordo internacional. Com o acordo, fica criada uma comissão de execução do Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento entre Brasil e Argentina, será construído um gasoduto entre as cidades de Porto Alegre e Salto e um complexo rodo- ferroviário, ligando São Borja a Santo Tomé (JB).

PRODUTOR RURAL CRITICA O PLANO ECONÔMICO

O presidente da Federação das Cooperativas de Trigo e Soja do Rio Grande do Sul (FECOTRIGO), Odacyr Klein, afirmou que, atualmente "o produtor rural não tem lucros a serem tributados, em função do custo alto dos insumos, pesados tributos estaduais e política de elevado juros do sistema financeiro". Klein diz que se a intenção for esta, a tributação sobre ganhos agrícolas "é inócua temporariamente" (JB).

BOLSA DE SÃO PAULO DIZ QUE DOSE FOI EXAGERADA

Houve exagero na profundidade das medidas de reforma monetária, pelos

EMPRESÁRIOS TEMEM FALTA DE DINHEIRO

Os presidentes da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antônio de Oliveira Santos, e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), senador Albano Franco, previram ontem que poderá faltar dinheiro para o pagamento dos salários de março, em razão das limitações impostas pela reforma econômica aos saques nas aplicações financeiras. Além do pagamento dos salários, eles admitem a possibilidade de haver desabastecimento, caso o governo pratique uma pré-fixação de preços que não siga a realidade de mercado (JB).

CUT CRITICA NOVO PLANO ECONÔMICO

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) criticou duramente o plano econômico divulgado ontem pela equipe econômica do governo Collor. Para o sindicalista, Jair Meneghelli, o salário foi confiscado e a economia vai sofrer uma paralisação, "provocando o desemprego de milhares de trabalhadores". A executiva da CUT se reúne extraordinariamente neste fim de semana para definir um plano de ação contra as medidas.

MEDEIROS CRITICA NOVO PLANO ECONÔMICO

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Luiz Antônio de Medeiros, quer ser "o primeiro a bater na porta da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP)" para buscar a inflação de março que, segundo sua avalição, está sendo "retirada dos salários". Metade da inflação foi para o espaço, ponderou, considerando o plano econômico do presidente Fernando Collor de Mello "uma paulada nos trabalhadores, apesar de ter penalizado os grandes banqueiros e os especuladores" (JB).

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