Enviado por admin em sex, 16/03/1990 - 00:00
O ministro da Infra-estrutura, Ozires Silva, disse ontem, após ser empossado no cargo, que vai tentar conseguir capitais de risco estrangeiros para financiar os investimentos das empresas estatais no período de arrumação da casa, iniciado com a posse do novo governo. "Precisaremos de criatividade para obter recursos, mais como capital de risco do que como empréstimo, para não aumentarmos nosso endividamento", afirmou ele (O ESP).
Enviado por admin em sex, 16/03/1990 - 00:00
Os cerca de 70 mil trabalhadores da construção de Salvador (BA) terminaram ontem a greve que iniciaram no dia cinco, depois que o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) julgou a paralisação não abusiva e determinou a concessão de um aumento real de 20% sobre os salários de fevereiro. Os pagamentos serão semanais (O ESP).
Enviado por admin em sex, 16/03/1990 - 00:00
Empresários poderão comprar máquinas com alguma folga no orçamento: no começo desta semana as agências do BB Banco de Investimento, do Banco do Brasil, foram autorizadas a iniciar operações para financiar a compra de bens de capital. Com as incertezas na economia, desde novembro último os negócios se mantêm relativamente paralisados (O ESP).
Enviado por admin em sex, 16/03/1990 - 00:00
O presidente Fernando Collor decretou ponto facultativo hoje em todas as repartições públicas da administração direta e autarquias em todo o território nacional. Com a medida, o novo governo quer evitar tumultos nas repartições no dia em que deve ser anunciada a demissão de milhares de funcionários. O ministro do Trabalho e Previdência Social, Antonio Rogério Magri, disse que cerca de 50 mil funcionários da administração direta serão demitidos sumariamente nos próximos dias. Ele disse que esses servidores recebem salário mas não trabalham.
Enviado por admin em sex, 16/03/1990 - 00:00
O presidente Fernando Collor de Mello desistiu de falar hoje no Congresso Nacional, ao saber que seria hostilizado e aparteado por deputados e senadores da oposição. Collor pretendia anunciar no plenário da Câmara-- onde são realizadas as sessões do Congresso-- as medidas econômicas de emergência que pretende adotar. Agora, ele só vai entregar as suas propostas ao presidente do Congresso, senador Nélson Carneiro (PMDB/RJ), em reunião durante a manhã (FSP).
Enviado por admin em sex, 16/03/1990 - 00:00
A Espanha deverá aplicar US$5 bilhões em várias áreas da economia brasileira. Esse foi o principal assunto discutido entre o presidente Fernando Collor e o primeiro-ministro espanho, Felipe González, ontem, no Itamaraty, antes do presidente empossado receber os cumprimentos das delegações estrangeiras. A outra conversa reservada foi com o vice- presidente norte-americano, Dan Quayle (FSP).
Enviado por admin em sex, 16/03/1990 - 00:00
O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, elogiou ontem as primeiras medidas assinadas pelo presidente Fernando Collor. Segundo ele, estas primeiras medidas, de reorganização da Presidência da República e dos ministérios e de venda de imóveis, revelam o direcionamento do que se pretende fazer e a desburocratização que se vai imprimir. Ele afirmou que a FIESP "só pode apoiar essas medidas". As assinaturas dos decretos e das medidas provisórias mostram claramente
Enviado por admin em sex, 16/03/1990 - 00:00
São as seguintes as primeiras medidas assinadas ontem pelo presidente Fernando Collor de Mello, logo após sua posse: medida provisória 148-- tornou possível a venda de bens e imóveis residenciais, chácaras e 42 mansões do Lago Sul, incluídas aí as casas destinadas à moradia dos ministros de Estado situadas na Península dos Ministros, em Brasília.
Enviado por admin em sex, 16/03/1990 - 00:00
O novo presidente da República Federativa do Brasil, Fernando Affonso Collor de Mello, de 40 anos, tomou posse ontem no Congresso Nacional. Em seu discurso, ele defendeu a iniciativa privada, comentou o desgaste dos regimes socialistas e priorizou o combate à inflação como objetivo de seu governo. "A inflação nos desorganiza e desmoraliza. Ela é o imposto mais cruel, uma agressão aos assalariados. A meta número um do meu primeiro ano de gestão não é conter a inflação, é liquidá-la", prometeu.
Enviado por admin em sex, 16/03/1990 - 00:00
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) promove de hoje até o próximo dia 18, em São Paulo, um simpósio sobre a violência, reunindo religiosos e especialistas. A CNBB quer discutir as causas e efeitos da violência e elaborar propostas de ação para a Igreja. O título do simpósio é "Sociedade Violenta: Raízes e Lutas" (FSP).
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