A Central Única dos Trabalhadores (CUT) criticou duramente o plano econômico divulgado ontem pela equipe econômica do governo Collor. Para o sindicalista, Jair Meneghelli, o salário foi confiscado e a economia vai sofrer uma paralisação, "provocando o desemprego de milhares de trabalhadores". A executiva da CUT se reúne extraordinariamente neste fim de semana para definir um plano de ação contra as medidas. Embora não descarte a convocação de uma greve nacional, Meneghelli, acha mais provável que as greves comecem pelas categorias com data-base em abril e maio, caso dos metalúrgicos do ABC paulista. O presidente da CUT considerou positivas a taxação sobre os ganhos do capital e os limites para saques da caderneta de poupança. Mas criticou: Sempre pedimos que se penalizasse o capital, mas o plano penaliza também
28590 os descamisados que Collor tanto falou em defender, disse. A direção da CUT ainda não sabe calcular o valor da perda salarial que considera estar sendo imposta aos trabalhadores, uma vez que ela seria proporcional a inflação de março menos o percentual a ser prefixado em 15 de abril (JB).