ROBERTO CAMPOS CRITICA PACOTE ECONÔMICO

O líder do PDS no Senado, Roberto Campos (MT), criticou ontem duramente as medidas econômicas do governo que envolvem congelamento, retenção de recursos financeiros e prefixação da inflação. Após ouvir a exposição do plano de ajuste, Campos disse à ministra Zélia Cardoso de Mello que a proposta caracterizava Intervencionismo estatal na economia" (FSP).

PACOTE ECONÔMICO AGRADA OS EUA

Tanto o governo norte-americano como as instituições financeiras internacionais baseadas nos EUA ficaram satisfeitos com o pacote econômico anunciado ontem pelo presidente Fernando Collor de Mello. O secretário do Tesouro norte-americano, Nicholas Brady, autor do plano de redução da dívida externa do Terceiro Mundo, disse que as medidas colocam o Brasil em uma posição voltada ao "mundo moderno". No Banco Mundial (BIRD) e no FMI (Fundo Monetário Internacional) não houve pronunciamentos públicos (FSP).

SARNEY EVITA FALAR SOBRE PLANO COLLOR

O ex-presidente José Sarney se recusou a fazer qualquer comentário sobre o choque econômico baixado ontem pelo presidente Fernando Collor de Mello. Sarney fez apenas uma observação: "Eu sei quais as dificuldades que ele (Collor) vai enfrentar" (O ESP).

GOVERNO EXTINGUE 24 EMPRESAS ESTATAIS

A Medida Provisória no. 151, assinada pelo presidente Fernando Collor de Mello e publicada ontem no "Diário Oficial", extinguiu 24 empresas do governo-- cinco autarquias, oito fundações, três empresas públicas e oito sociedades de economia mista. Os funcionários sem estabilidade serão demitidos e os estáveis ficarão à disposição de um banco de reserva, recebendo apenas o salário base sem direito à gratificações. Segundo o secretário da Administração, João Santana, cerca de 81 mil servidores não têm estabilidade.

A APROVAÇÃO DO NOVO PLANO ECONÔMICO

A aprovação das medidas provisórias do Plano Collor pelo Congresso Nacional não será tarefa fácil. O líder do governo, senador José Ignácio, está otimista, mas nem os líderes do PDS e do PFL garantiram apoio incondicional à iniciativa do Planalto. A expectativa entre os oposicionistas é de que o governo negocie pontos de sua proposta. Todos os partidos convocaram economistas para ajudar na análise do pacote. Os parlamentares têm prazo de 30 dias para aprovação das medidas (O ESP).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

A cotação do dólar norte-americano está fixada para o próximo dia 19 em Cr$42,294 para compra e Cr$42,506 para venda. As demais cotações não foram fornecidas devido ao feriado bancário. O dólar no paralelo e o turismo não foram cotados no último dia 16 (GM).

LOJISTAS NÃO QUEREM TRANSFERÊNCIAS DE TÍTULOS

O presidente do Clube de Diretores Lojistas (CDL), de Porto Alegre (RS), Alécio Ughini, disse que o comércio gaúcho não aceitará a transferência da titularidade dos valores retidos em poupança ou over como forma de pagamento de mercadorias adquiridas por consumidores. "Os lojistas não vão querer um dinheiro que ficará bloqueado durante um ano e meio", justificou Ughini (GM).

EMPRESAS QUEREM MAIOR LIMITE PARA OS SAQUES

O limite estipulado para saques nas cadernetas de poupança poderá provocar uma retração demasiadamente forte no comércio. Por isso, hoje o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antônio Oliveira Santos, vai reivindicar à ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, a ampliação do valor limite para saques nos estoques de recursos depositados em cruzados novos nas cadernetas de poupança (GM).

MEDIDA PROVISÓRIA IMPEDE LIMINARES

Adversários da sociedade brasileira estão tentando entrar com medidas

COLLOR DÁ UM ALERTA A POLÍTICOS

O presidente Fernando Collor de Mello repetiu várias vezes na entrevista que deu à Tv Globo, ontem, que os líderes do Congresso Nacional "têm mostrado atitude simpática às medidas econômicas, sabem que é agora ou nunca". Lembrou que até a oposição tem elogiado o programa, que chamou de "Plano Brasil Novo", ao mesmo tempo que procurou tranquilizar os parlamentares, garantindo que a privatização "terá a maior transparência com participação total do Congresso Nacional". Collor deu ainda um alerta aos políticos.

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