METANOL SERÁ USADO NO RIO DE JANEIRO

Com o cumprimento pela PETROBRÁS das medidas baixadas pelo governador Moreira Franco (PMDB) em decreto de 25 de janeiro, exigindo informações e proteção às pessoas que manusearão o metanol, caem as proibições para o uso do produto no Estado do Rio de Janeiro. A informação é do procurador- geral da Justiça, Carlos Antônio Navega. Segundo o presidente da FEEMA (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente), Carlos Alberto Muniz, como a PETROBRÁS cumpriu a sua parte, e esta semana inicia a campanha de esclarecimento ao público, "não há mais motivo para a proibição" (JC).

POLÍCIA APREENDE 36 QUILOS DE COCAÍNA EM RONDÔNIA

Policiais civis e militares apreenderam ontem 36 quilos de cocaína em poder de cinco traficantes em Vila Nova do Mamoré (RO). Segundo a Polícia, a droga seria distribuída em Rio Branco (AC) e em Santarém (PA). A droga está avaliada em Cr$2,5 milhões (JC).

FGTS FICA COM A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

O FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) vai ser gerido, a partir de agora, pelo Ministério da Ação Social, mas os seus recursos continuarão centralizados na CEF (Caixa Econômica Federal), que funcionará como agente operador. A divisão de atribuições foi determinada pela medida provisória no. 177, publicada ontem no "Diário Oficial" da União. Caberá à CEF a gestão e também a administração, aplicação, alocação e arrecadação dos recursos do fundo, assim como manter o cadastro das contas vinculadas.

PARTIDOS FAZEM "PACTO DA GOVERNABILIDADE"

Numa série de encontros reservados feitos em Brasília, líderes do PFL, PSDB, PMDB e PL decidiram firmar o que classificaram de "pacto da governabilidade". A idéia é criar um bloco suprapartidário formado por parlamentares que vão da "centro-direita" à "centro-esquerda" que atue como a principal força no Legislativo nos períodos de crise. Eles calculam que, caso o plano econômico do governo não tenha sucesso, o Congresso Nacional precisa estar preparado e seus grupos de centro articulados para assegurar a governabilidade do país.

COLLOR RECUA E PRESERVA O AUMENTO DO SALÁRIO-MÍNIMO

O presidente Fernando Collor voltou atrás ontem no veto que havia imposto ao aumento do salário-mínimo aprovado pelo Congresso Nacional. A edição de amanhã do "Diário Oficial" da União publicará uma retificação. Ficam mantidos os aumentos bimestrais de 6,09% acima da inflação, a partir de agosto, e o reajuste automático de 5% em junho. O veto inicial de Collor decorreu de uma pressão da área econômica. O porta-voz da Presidência, Cláudio Humberto Rosa e Silva, atribuiu o veto a um "erro da assessoria legislativa do Planalto" (FSP) (JB).

EUA FACILITAM ENTRADA DE ESTRANGEIROS COM AIDS

Os EUA vão permitir a entrada de estrangeiros portadores do vírus da AIDS no país para que possam assistir conferências e outros eventos relacionados com a doença. A medida tem o objetivo de neutralizar o boicote à uma próxima conferência internacional sobre AIDS nos EUA (FSP).

PESQUISA SOBRE O PLANO COLLOR

Depois de viver um mês sob o efeito do Plano Collor, 71% da população apóia as medidas. De acordo com pesquisa realizada pelo "DataFolha" em dez capitais, com 5.291 entrevistados, 10% dos moradores dessas cidades acham ruim o choque decretado pelo novo governo. Em relação ao último levantamento realizado, uma semana depois do plano, ocorreu uma redução de 10 pontos percentuais no índice de apoio. A queda na aceitação do plano foi mais localizada entre os eleitores de Luís Inácio da Silva (PT), com a taxa passando de 72% para 58%.

CALHEIROS QUER NOVA MEDIDA PARA SALÁRIO

O líder do governo na Câmara, deputado Renan Calheiros, pedirá ao presidente Fernando Collor de Mello que edite nova Medida Provisória, para restabelecer com os líderes dos demais partidos e que previa aumentos reais para o salário-mínimo de 5% no primeiro trimestre a partir de 1o. de abril e de 6,09% nos bimestres a partir de 1o. de julho. "Pedirei e insistirei junto ao presidente para que repare o equívoco, editando nona Medida que resgate os compromissos que assumimos", disse Calheiros.

ZÉLIA DIZ QUE POUPANÇA NÃO TERÁ MUDANÇA

A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, negou ontem em São Paulo que a poupança vá sofrer qualquer nova modificação. No dia 11 último, o presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, informou que a caderneta de poupança sofrerá alterações, nas quais o rendimento passaria a ser proporcional ao período em que o dinheiro ficou aplicado. A ministra desmentiu a informação sobre a nova caderneta e garantiu que não há qualquer estudo sobre o assunto. Zélia fez a declaração após reunião com Eris (FSP).

DEMISSÕES NA CONSTRUÇÃO PODEM ATINGIR 378 MIL

A indústria brasileira da construção civil demitiu 200 mil pessoas depois de 16 de março, segundo a Câmara Brasileira da Construção Civil, ou 378 mil, segundo estimativa do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (SECOVI) (FSP).

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