O ministro da Justiça, Bernardo Cabral, disse ontem que o presidente Fernando Collor de Mello não pretende interferir nas eleições estaduais e que a intervenção do governo deve ser para fortalecer os partidos para o parlamentarismo. A Constituição determina a realização, em 1993, de plebiscito para a escolha da forma de governo. Se adotado o parlamentarismo, em substituição ao presidencialismo, Collor se tornará o primeiro chefe de Estado do novo regime, já que seu mandato se encerra em março de 1995 (FSP).