Líderes sindicais criticaram ontem a decisão do governo de prefixar os salários de abril sem reajustes. Segundo Vicente Paulo da Silva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, isso colocará os sindicatos na defensiva. "Em vez de negociarem aumentos reais, os trabalhadores terão que lutar pela reposição de perdas", disse. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jair Meneghelli, disse não estar surpreso com o índice zero. "Faz parte da lógica do plano do governo". Na interpretação dele, o governo quer sinalizar que não haverá inflação. A CUT se reúne hoje para discutir a prefixação e só então se posicionará. Quero acreditar que a inflação será mesmo zero, mas o governo vai ter
29354 que me provar, disse o presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Francisco Canindé Pegado do Nascimento. Em sua opinião, o movimento sindical não deve aceitar o congelamento dos salários e "exigir a reposição das perdas salariais, cobrando a inflação de 16 de fevereiro em diante" (FSP).