ATO DE METALÚRGICOS INTERROMPE RIO-SANTOS

Um protesto dos metalúrgicos do Estaleiro Verolme interrompeu ontem, durante cinco horas e meia, o tráfego na rodovia Rio-Santos, provocando um engarrafamento de cerca de três quilômetros. A manifestação começou às 8h 30 min, quando cerca de mil metalurgicos do estaleiro bloquearam com um caminhão as duas pistas da rodovia a 13 km de Angra dos Reis (154 km do Rio). Eles protestaram contra o atraso no pagamento de seus salários e só permitiram a passagem de ambulâncias.

BIRD DIZ QUE BRASIL DESPERDIÇA VERBAS SOCIAIS

Entre 20 países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento analisados pelo Banco Mundial (BIRD) no ano passado, o Brasil ocupa o 18o. lugar entre os de pior distribuição de renda. A concentração de riqueza por um pequeno percentual da populção só é maior em Honduras (na América Central) e Serra Leoa (África). No Brasil, 41% dos habitantes vivem em estado de extrema pobreza. Desses, só 20% são beneficiados por programas sociais. A mortalidade infantil no país supera a registrada em El Salvador, Colômbia, Argentina, Chile e Costa Rica.

DESABRIGADOS NO SUL JÁ PASSAM DE 16 MIL

Já passa de 16 mil o número de pessoas desabrigadas por causa de enchentes nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Mais de dez estradas no RS foram interrompidas (FSP).

EUA E URSS FAZEM ACORDO SOBRE ARMAS

Os presidentes George Bush (EUA) e Mikhail Gorbatchev (URSS) anunciaram ontem em Washington o "Start", maior tratado de destruição de armas nucleares da história. Ele será assinado ainda este ano. Prevê a destruição de 30% do arsenal nuclear dos dois países. Foram firmados ainda na cúpula acordos comerciais e antiarmas químicas. Não foi discutida ontem a Alemanha reunificada (FSP).

ZÉLIA CRIA COMISSÃO PARA SALÁRIOS

A ministra Zélia Cardoso de Mello (Economia) disse a sindicalistas e empresários, com quem se reuniu no Ministério da Justiça, que será criado comitê tripartite para acompanhar as negociações sobre política salarial. O governo disse que não vai aceitar a indexação dos salários (FSP).

GOVERNO REVÊ META DE CORTE DE SERVIDORES

O governo estuda fórmulas para reduzir o déficit público sem fazer as 360 mil demissões prometidas pelo presidente Fernando Collor de Mello. O Ministério da Educação admite abrir mão da exigência de 42 mil cortes nas universidades federais. O Banco do Brasil e a PETROBRÁS foram autorizados a rever a meta de corte de pessoal de até 25%. A Rede Ferroviária Federal já negocia com sindicatos como gastar menos e evitar dispensas (FSP).

PORTARIA IMPEDE REPASSE DE AUMENTOS DE SALÁRIOS

Todas as empresas que concederem reajustes salariais fora da data-base do dissídio coletivo de seus empregados terão de enviar suas planilhas de custos ao Ministério da Economia. A ministra Zélia Cardoso de Mello assinou portaria ontem em Brasília determinando que as empresas comprovem seus custos. Ela quer evitar que os aumentos dos salários sejam repassados aos preços das mercadorias e pressionem assim os índices da inflação (O ESP).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar para importação e exportação entre Cr$54,95 e Cr$55,00. No paralelo o dólar teve o preço de Cr$86,00 para compra e Cr$88,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$85,00 e Cr$88,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$80,00 para compra e Cr$85,00 para venda em São Paulo e Cr$79,00 e Cr$86,00 no Rio de Janeiro (GM).

TESOURO JÁ TEM EM CAIXA CR$700 BILHÕES

O Tesouro Nacional fechou o mês de maio com um superávit de Cr$130 bilhões, elevando o saldo de caixa acumulado no governo Collor para Cr$700 bilhões. O anúncio foi feito pelo secretário da Fazenda Nacional do Ministério da Economia, Geraldo Gardenalli, ao participar do encerramento do 5o. Congresso Nacional de Executivos Financeiros, em Belo Horizonte (MG). Gardenalli informou ainda que o tesouro resgatou, no mês passado, Cr$113 bilhões em títulos da dívida pública junto ao Banco Central.

PROCURADOR VAI AO SUPREMO CONTRA REEDIÇÃO DE MEDIDA

O procurador geral da República, Aristides Junqueira Alvarenga, quer que o Supremo Tribunal Federal (STF) impeça o presidente Fernando Collor de continuar reeditando as medidas provisórias rejeitadas pelo Congresso Nacional. O procurador apresentou uma ação direta de inconstitucionalidade contra o Artigo 1o. da Medida Provisória 190 (permite ao Tribunal Superior do Trabalho suspender por seis meses vantagens obtidas em dissídios trabalhistas), que reeditou a essência da Medida 185, rejeitada pelo Congresso no último dia 31.

Páginas

Subscrever CRDOC RSS